Rap nacional: apostas do segundo semestre de 2019
Créditos: Fotos: Anderson Mendes // Bruno Queiroz // Marcillio Gabriel // Reprodução
- Por Gabriela Ferreira

Rap nacional: apostas do segundo semestre de 2019

O rap nacional tá se fortalecendo a cada dia que passa, isso não é de hoje e nem é novidade, mas conforme o tempo passa, o gênero se torna cada vez maior, com novidades e sons de gente de todos os lugares. No meio do ano já falamos sobre Black Alien, Nego Gallo, Sidoka, Djonga e Coruja BC1, então hoje vamos falar sobre outros sons que foram lançados durante esse segundo semestre de 2019. 

YUNG BUDA 

Depois de dois volumes do EP “Músicas Para Drift” e do “Foodstation“, lançamentos que reúne toda a galera da Sound Food Gang (Buda, Chabazz, Nill, Mano Will e Chinv), Yung Buda lançou recentemente seu primeiro álbum: o “True Religion“. O disco vem com 13 faixas, sendo 11 inéditas. Pra quem curte o Buda por causa das referências que ele traz, principalmente da cultura japonesa, o “True Religion” vem com essa mesma vibe, mas mostra um Buda com mais maturidade e com um som mais lapidado.

 

AMIRI

Responsável por hits como “Apollo/Rude Boy” e “Vida de Negro…“, Amiri é um dos grandes letristas do rap. Depois de quatro anos sem lançar um disco, só atiçando a galera com singles, o rapper Amiri voltou com tudo no “O.N.F.K“, um disco onde ele discute sobre racismo, ancestralidade e amor. 

FEBEM

Febem é outro rapper que veio com um álbum em 2019. “Running” traz um monte de referência, puxando influência do rap dos anos 1990 ao trap, que vem crescendo cada vez mais dentro do cenário. “Camisa de Time“, a oitava música do disco é uma mistura de tudo que se falou esse ano. “Disfarce na bala e camisa de time / bigodin na régua e camisa de time/ dinheiro no bolso e camisa de time”. 

LAURA SETTE

Minas Gerais vem revelando muita gente nos últimos anos, como o Djonga, Sidoka e FBC, e muitos nomes vêm surgindo juntos. Uma das minas de BH que vem chamando atenção é a Laura Sette, que no final do segundo tempo, lançou seu EP de estreia, “Corpo, Alma e Consequência“. 

MAIS SONS

Além de discos, rolou muita música foda, muito videoclipe que rodou bastante e marcou o ano da galera. Sem falar que lançar uns sons separados é um jeito de ir cativando público antes de lançar um compilado de músicas. Um dos maiores sucessos do ano foi sem dúvida “Kenny G”, do Matuê, mas outros sons se destacaram, como “Favela“, do MC Cabelinho com o Filipe Ret, “Senhor“, do FBC com o L7nnon e o BK’, e muito mais. 

Por falar em FBC, o rapper veio com tudo na divulgação do disco “Padrim”. O “15/11” postado por ele, pelos fãs e até por outros artistas e personalidades foi uma das coisas marcantes desse segundo semestre. As gêmeas Tasha e Tracie também aproveitaram 2019 pra lançar um EP. “Rouff” vem com cinco músicas e tem a mescla de influências de música eletrônica, muita garra e muita energia.

Nós já falamos por aqui também, mas vale relembrar que quem lançou um baita disco foi o Emicida. “AmarElo” juntou a paz, a esperança e muitas participações em um dos discos mais marcantes desse ano.

Esse é só um recorte de algumas coisas que saíram nesse segundo semestre. Muita coisa rolou, muita gente nova apareceu e muitos gigantes apareceram com novos lançamentos. Que em 2020, o rap nacional continue daquele jeitão: fervendo.

 

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