Primeiro Festival Cena reúne o melhor do trap em São Paulo

Autor: Wenderson França

Fotos por: Karolyn Andrade

Rap | 01/12/2019 12:18:12

Rap

Anexo faltante

Aconteceu no último sábado, 30 de novembro, a primeira edição do Festival Cena 2019. O evento reuniu o melhor do trap e rap nacional no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Além de trazer para o Brasil pela primeira vez Quavo, do grupo de Migos, uma super atração internacional. O público de mais de 15 mil pessoas se mostrou muito satisfeito, elevando a música periférica mais uma vez a outro patamar. Cola com o Portal KondZilla e confira tudo o que rolou.

Entre o tempo abafado e previsão de chuva que estava para vir, mas não veio o Festival Cena não deixou quase nada a desejar ao público que abriu os bolsos para conferir mais de trinta atrações do rap. Antes mesmo dos portões se abrirem o que se via era uma fila que rodava grades e grades com uma galera louca para receber a primeira edição do festival que prometeu agitação e cumpriu.

Passando-se das catracas você tinha logo de cara as primeiras experiência com a quadra de basquete e a pista de Skate montadas para receber o público e entreter ainda mais a rapaziada. Logo em seguida você dava de cara com o primeiro palco, o Orloff. Nesse meio fio antes mesmo de chegar ao palco principal pude notar a praça de alimentação bem variada. Entretanto, vale ressaltar algo, nossa fotógrafa é vegetariana e não encontrou muitas opções, ou melhor encontrou quase nenhuma.

Tasha e Tracie

Chegando ao palco principal logo de bate pronto quem deu iniciou ao baile foi umas minas super fodas. A primeira a pisar no palco foi DJ Sophia, seguida de Clara Lima que veio diretamente de BH para quebrar tudo e convidou as irmãs Tasha e Tracie e também Ice Cream Girls. Elas realmente vieram e mostraram que mulher faz e toca rap da melhor qualidade.

Djonga

Ainda falando da cena de Minas Gerais o mais estourado do rap nacional atualmente invadiu o palco com o melhor do rap de mensagem. Felizmente sou suspeito para falar do Djonga, que mesmo com um número de público ainda muito reduzido, deixou todo mundo arrepiado e entregou um dos melhores shows do dia. Um dos momentos mais marcantes da apresentação de Djonga foi ver o grupo Deve Tribo todo reunido no palco. Entretanto, ao fim do show do rapper rolou um climão com a galera que estava controlando o tempo de palco dos artistas, ao ultrapassar alguns poucos minutos do seu horário de apresentação, o microfone do artista foi desligado o que deixou ele bem invocado e como sempre sem papa na língua ele deu o papo. “Em festa de rap isso não se faz isso”.

Ainda com o pátio do Anhembi não muito cheio aproveitei para dar um evento e conferir as estruturas do evento. Por falar em estrutura de palco, o principal estava uma coisa de primeiro mundo comportando dois telões de led e todo personalizados por efeitos de fumaças, fogos e fitas. Nas pistas com a proposta de fazer realmente um rolê pelo Cena pude reparar na adversidade do festival e para ser bem sincero as tribos estavam bem dívidas. Tínhamos a galera da pista premium divida entre pagantes e convidados, uma coisa mais elitizada, porém, na pista comum conseguir enxergar diversos tipos de pessoas e gêneros. Vale lembrar que a pista comum foi aonde estava o fervo. Nela o bate cabeça não parou quase o evento todo.

Negra Li

As atrações não parava no palco e o evento não parava de encher. Não podia deixar de prestigiar o show de Negra Li que vem sendo abraçada pela nova geração. A rapper mandou seus maiores sucessos ao lado de uma banda trazendo uma vibe bem gostosa. Com a entrada de Black Alien ao palco também com uma vibe mais calma decidi ir ao palco dois e confesso que fiquei surpreso. Pois o segundo palco virou literalmente baile funk no cena naquele momento. Vale ressaltar o uso da Juliet o que me parece adotada pela galera do rap que estava em peso usando e também as camisetas da seleção brasileira que falamos recentemente que compôs o role fortemente.

BK

De volta ao palco principal do Cena 2019 me deparei com incrível show do carioca BK, que fez com que o Sambódromo do Anhembi viesse ao chão novamente com o melhor do rap nacional. O rapper Febem, de São Paulo também fez parte da festa que rolou no palco. Papatinho e L7nnon foram as atrações seguidas. Logo após o brabo Felipe Ret fechou a sessão e deu espaço para o trap reinar.

Felipe Ret

O trap entra em cena

O garoto baiano Jovem Dex queria muito colocar todo mundo para o bate cabeça. Com ele no palco não foi nada menos do que o esperado, começou literalmente ‘a sessão descarrego’. Não teve um que se manteve parado ao som dos sucessos “Rockstar” e “NAV”. No palco, o mano de apenas 18 anos expressou sua alegria. “Um dos shows mais importante da minha vida”. Em Seguida Sidoka, um dos maiores nomes do trap nacional quebrou tudo em um show que ninguém ficou parado e que pra quem não sai sem Juliet, o mineiro acabou o show jogando a lupinha de lei na plateia de tanta euforia que foi o bagulho. Depois dele veio o brabo Orochi. Por onde se olhava o que se via era bate cabeça e pessoas curtindo fortemente o melhor trap
nacional.

Jovem Dex

Sidoka

O trap em São Paulo é sinônimo de Recayd Mob. Por isso, foram eles quem encerraram os trabalhos para que Quavo pudesse colocar de vez o Festival Cena 2019 para baixo do chão. Mas antes, os três pretos e um japonês protagonizaram talvez o maior bate cabeça presenciado no Cena na apresentação que trouxe nomes como: o príncipe do trap MC Caverinha, Lil Vith, Onik Ka, The Boy e os irmão Nana como convidados especiais. Entre palavras de gratidão e choros de alegria e até mesmo um mergulho na plateia protagonizado pelo Jé Santiago, o grupo se despediu e deu espaço a ninguém menos do que Quavo.

Caverinha

Quavo conclui com sucesso o Festival Cena 2019

Contratado para substituir Young Thug, que cancelou sua participação no Festival Cena de última hora, Quavo, mesmo atrasando mais de meia hora, fechou o evento com chave de ouro. Cantando vários Migos e outros sons que ele participa, pique “Congratulations“, do Post Malone, o rapper foi abraçado pelo público brasileiro e chegou a vestir a camiseta da seleção brasileira durante o show. Ele ainda foi presenteado com uma Juliet, mas não se arriscou a experimentar. Mesmo assim, guardou com carinho. Alô, Quavo estamos esperando ver pelo menos uma selfie com cara de vilão nas redes sociais hein.

Com o show do único estrangeiro que tocou no festival chegando ao fim as pessoas começaram a evacuar o espaço todas aparentando estar bem cansada depois de mais de doze horas de evento seguida. Ainda assim, algumas se arriscam no after que aconteceu na Lions Club com a dupla Hot e Oreia.

Quanto ao dia no geral e as estruturas e acontecimentos do evento, a sensação que ficou ainda com os erros que rolaram durante o evento é de queremos mais. Então se eu pudesse dizer algo seria: O cena deitou. Que venha o próximo mais organizado e com muitos mais garotos do trap nacional estourados. Viva a música de periferia!

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