MC Rick vive boa fase e eleva a cena musical de MG

Autor: Wenderson França

Fotos por: Léo Caldas

Funk | 10/07/2019 16:05:30

Anexo faltante

Dentre todos os movimentos de funk que crescem Brasil afora, o de Minas Gerias é um dos que mais chama a atenção e ele já tem um ídolo. MC Rick, que começou sua carreira aos 13 anos de idade quando estourou a música “Sarro, Gosto”, hoje carrega números surpreendentes: 30 milhões de visualizações em “Cê Vai Sentar é na Cabeça”, 22 milhões de visualizações em “Mec Mec – Se Você Quiser te Dou o Mundo” e quase 10 milhões em “Acordar 11 Horas“. Por isso, falou do funk de BH, falou de MC Rick. Sendo assim, o Portal KondZilla bateu mais um papo com MC Rick, porque já contamos como esse fenômeno mineiro surgiu, e ele que nos contou tudo o que tem pegado em sua carreira e na cena do funk mineiro.

Erick Warley de Oliveira Rodrigues, mais conhecido como MC Rick é, sem dúvidas, diferenciado na música que faz, mesmo assim, é um cara comum na vida real. O fenômeno do funk ousadia em MG é apenas um garoto como qualquer outro, que gosta de jogar bola, empinar seu papagaio e jogar “Free Fire”. Inclusive, ele compôs uma música sobre o jogo, a “Xia Pia Brota“, que tem 8 milhões de visualizações no Youtube.

Belo Horizonte tem dado bons frutos a música de favela. Uma pesquisa rápida e teremos nomes de peso como o do cantor de rap Djonga, que tem arrastado multidões de pessoas em seus shows e muitos outros. Não muito diferente só que em sua vertente do funk ousadia, MC Rick também tem trazido números bastante significativos para as quebradas. “Graças a Deus estamos revolucionando, em um pique diferente, o povo gosta do que é diferente, por isso o trabalho está andando”, afirmou Rick.

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Os bailes de rua seguem em alta, principalmente no estado de São Paulo. Falamos anteriormente da Nitro Point no Portal KondZilla, evento que une quase todos os fluxos de rua de SP se estendendo até o interior da capital. Perguntado sobre como Rick enxerga essa evolução de suas músicas nos bailes de BH e também em São Paulo, o artista se mostrou contente. “Satisfação demais, faço as músicas pensando nos bailes mesmo. Vê tocando assim pra mim é missão cumprida”.

Mesmo vivendo um novo momento, Rick lembrou quando estourou no funk com a música “Sarro Gostou” a aproximadamente 5 anos atrás. “Eu não estava tão preparado. Hoje conheço mais o funk, tenho uma maldade maior, peguei a manha”. Muito mais responsável, ele ainda diz. “Ano em ano eu estou evoluindo. Mas na vida tudo é fase, daqui a pouco posso sumir e quem sabe estourar novas músicas só daqui alguns anos. Nunca se sabe, por isso a meta é só evoluir”.

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Comecei ontem!!

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Ainda que MC Rick seja uma das engrenagens do funk de rua o artista retorna ao início da conversa e explica que tem tentado de alguma forma atingir todos os tipos de público. “Hoje em dia todo mundo escuta funk, então eu estou fazendo música pra todo mundo ouvir. Fiz a música do Free Fire para os menor, assim como eu faço as ousadia para os fluxos. As pessoas não percebem, mas “Mec Mec” é uma linguagem mais tranquila pra quem não gosta muito de coisa escrachada”. Atualmente, muito mais visionário o garoto que tem apenas 18 anos finaliza o raciocínio prospectando sua carreira. “Tenho que pensar em todo mundo e lançando de tudo, só uma coisa não dá não”.

O funk tem conquistado a cada dia mais espaços. Muito se dá a nova geração que vem inovando e elevando o gênero musical a outro patamar. Teve baile da Gaiola no Lollapalooza com Kevin o Chris, funkeiro do Rio de Janeiro, que foi convidado por ninguém menos que Post Malone, por exemplo. É a periferia ocupando seu lugar de fala através de uma arte construída nas favelas. Rick, com bons olhos, faz um panorama sobre o momento vivido pelo funk e seus subgêneros. “O funk só tem evoluído. Independente se é pop, consciente, ostentação ou ousadia, sempre é funk. Então, quem está cantando está sempre ajudando a expandir”. Firme o garoto puxou a orelha dos “zé povinhos”. “Prejudica quem fala mal, ao invés de somar só tem atrasado a correria dos MCs”.

Para se colher bons frutos o primeiro a se fazer é plantar. Minas Gerais tem feito o dever de casa, afinal, a cena local anda avançada. Podemos destacar uma primeira leva de artistas como MC Kaio, MC L da Vinte, Delano, o próprio Rick e o Passinho do Malado. Além desses, Rick trouxe mais indicações de quem ele tem olhado com bons olhos atualmente. “MC Laranjinha, MC Anjim e MC Luan da BS estão todos estourados na cena local e daqui a pouco estão expandindo, assim como eu. Tem o DJ Gui Marques que está tocando muito aqui em São Paulo também”.

Sobre lançamentos futuros, Mc Rick esteve em São Paulo para gravação do videoclipe de “Vrum Vrum Vrau” que sai nos próximos dias no Canal KondZilla e conta com a participação de MC Lan e Mc Madan. “A música é hit. Lançada na KondZilla que é o maior canal do Brasil então, fora que o Lan e o Madan também vieram com uma letra pesada”. Rick ainda complementou falando sobre a estética visual do clipe. “O cenário está foda demais. Esse clipe vai bater 1 milhão em um dia”.

Pivete das quebradas de BH, MC Rick tem inovado e conquistado cada dia mais fãs no funk. Na correria de uma cultura marginalizada, mesmo muito novo, o garoto tem se destacado e colocado cada vez mais o estado de Minas Gerais na cena do funk. Isso é o funk de rua, é a favela mostrando que tem talento e que a criatividade mora lá.

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