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Brazilcore? Ludmilla encerra show no Rock in Rio com amarelinha

12.09.2022 | Por: Karine Ferreira
Ludmilla no Palco Sunset do Rock in Rio Brenno Carvalho / Agência O Globo

Na noite de ontem, 11, durante a apresentação no Palco Sunset do Rock in Rio, além de reunir uma multidão e realizar um show histórico, Ludmilla fez questão de caprichar. Sua performance, com ballet, convidadas especiais, anúncio de novidades, teve outro ponto que chamou a atenção: suas trocas de roupas e a finalização do show com a amarelinha do Brasil.

Brazilcore? Ludmilla encerra show no Rock in Rio com amarelinha
Reprodução: Internet

Na reta final, a cantora fez questão de relembrar suas raízes do funk e aproveitou para vestir a nova versão da peça que já conquistou cinco Copas. “A Ludmilla que tá cantando, dança ele, dança ela, a partir de agora o Rock in Rio vai virar baile de favela“, falou a artista antes de cantar um de seus primeiros sons, o sucesso ‘Fala Mal de Mim’, responsável por tornar a cantora conhecida.

Em suas redes sociais, durante a apresentação ao vivo, os perfis da artista seguiram em tempo real publicando tudo que a cantora trazia para seu show. Sobre a camisa do Brasil, Lud comentou sobre resgatar raízes.

Mas o que o termo Brazilcore tem a ver com o momento? A palavra vem sendo muito comentada nas redes sociais recentemente, significando “essência brasileira”. Trata-se de um estilo que evidencia e valoriza a estética periférica do Brasil, como camisas de time no geral, o chinelo branquinho, o nevou, a marquinha de sol e outros.

A expressão que ganhou força e começou a ser utilizada após influenciadores gringos passarem a expor seus looks com a amarelinha do Brasil, exibe uma estética que já é presente dentro das periferias do país há anos, mas que somente agora começa a chamar atenção de quem não pertence ou não reproduz a cultura.

Para o Alma Preta, o estudante de história Alex Alves, explicou sobre a nova onda: “Se você perguntar para um morador de favela como era a estética da comunidade em períodos, por exemplo, como as Copas do Mundo de 1998, 2002, 2006, com certeza todos esses elementos Brazilcore estarão presentes. Então, não se trata de uma novidade, mas, sim, de um resgate a algo que sempre foi nosso, mas só agora os mais abastados validaram”, contou ao veículo.

A famosa amarelinha do Brasil que está guardada no armário de muitos brasileiros desde a última eleição para presidente e que também faz parte do Brazilcore, voltou a aparecer no meio das multidões e a ser defendida por artistas a deixar de ser vista como representação de uma vertente política. O rapper Djonga chegou até mesmo a criticar a apropriação da camiseta para manifestações partidárias, o que fez com que o artista se tornasse um aliado na busca de ressignificação da amarela, participando da campanha de lançamento do novo uniforme da seleção realizada pela Nike.

Com o encerramento do show reforçando a volta da amarelinha, Lud incentiva o movimento de uso da camiseta sem representar uma opinião política, além de fortalecer a fonte de toda a estética do Brazilcore: a periferia.

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