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Afropunk Bahia: festival de cultura negra realiza um verdadeiro encontro ancestral

28.11.2022 | Por: Janaine Fernandes
Reprodução Instagram @afropunkbahia

No último final de semana, o festival Afropunk Bahia se tornou assunto nacional. Durante os dias 26 e 27 de novembro, o público pode ter a experiência de vivenciar um verdadeiro encontro ancestral. Neste ano, o evento que aconteceu no Parque de Exposições, em Salvador, contou com dois palcos e uma programação completa com mais de 30 shows de artistas nacionais e internacionais, isso sem contar a diversidade de ritmos, como como MPB, rap, pagode e funk.

No sábado (26), primeira noite do festival, nomes como Masego, Black Pantera, Nic Dias, Yan Cloud, Paulilo Paredão, Baile Favellê, DJ Tamy, Emicida, Liniker, Psirico e Margareth Menezes com a Banda Didá, foram quem agitaram a festa e mostraram toda potência da música preta para o público do festival.

Emicida começou seu show fazendo homenagens a Gal Costa e Erasmo Carlos, grandes nomes da música popular brasileira que morreram recentemente. Outra surpresa preparada pelo rapper foi o convite a Márcio Victor, da banda Psirico, para juntos cantar “Firme e Forte”, sucesso do grupo baiano.

Já no domingo (27), artistas como A Dama, MC Carol, Baco Exu do Blues, Àttooxxá, Karol Conká, Mart’Nália, Larissa Luz, Young Diva, Rayssa Dias, Ministereo Público SoundSystem, Performance Radiante, DJ Tamy , Ludmilla, N.I.N.A e Dawer x Damper, deram os seus nomes e fizeram com que o evento ficasse ainda mais marcado na memória da galera presente. 

Lud, que era uma das atrações mais esperadas da noite, fez com que seu setlist fosse tão aclamado que nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar a galera que assistia seu show. Inclusive, a cantora aproveitou pra chamar Liniker para um dueto na música “Baby 95”, do álbum Indigo Borboleta Anil.

Outra artista que também fez o domingão ficar pequeno foi a carioca N.I.N.A, que  aproveitou a oportunidade para poder dizer ao público que cantar no Afropunk Bahia era a realização de um sonho. No twitter, vários fãs da artista elogiam sua performance e falam que ficaram emocionados em sua apresentação. “Nina fez eu desabar em lágrimas ontem no Afropunk. Que show!”, escreveu um dos internautas.

Além de muita música, o festival também promoveu várias ações que fortalecem a cultura negra, como amarração de turbantes, maquiagem e pinturas étnicas e até mesmo serviços do entretenimento digital com a câmera de 360 graus. 

Vale ressaltar que antes de se tornar um festival, o Afropunk era um movimento cultural que tinha como propósito ser resistência dentro da comunidade punk rock dominada por pessoas brancas. O lançamento do documentário Afro-Punk lá em 2003, dirigido por James Spooner, foi o pontapé que deu inicio ao movimento. 

Dá uma olhadinha em como foi o festival:

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