Empreendedorismo

Adoção de IA por empresas entra em “fase mais profissional”, diz VP da Microsoft

15.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Uma combinação de preocupações com custos e com governança no uso de agentes de inteligência artificial está levando grandes empresas a uma etapa mais estruturada de implementação dessas ferramentas, avalia Eduardo Campos, vice-presidente da área de Soluções Tecnológicas da Microsoft Brasil.

Segundo Campos, o debate sobre IA generativa, que inicialmente se concentrava em chats, evoluiu para um foco em agentes — sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma a partir de instruções textuais. A disponibilidade de plataformas de baixo código facilitou a criação desses agentes por áreas de negócio fora da TI, mas também gerou riscos pela falta de controles técnicos adequados.

“Essas ferramentas de pouco código permitem que não haja dependência da área de tecnologia, mas ao mesmo tempo, também não tem todo o suporte da área de tecnologia para uma parte superimportante: os freios de segurança e observabilidade”, afirmou Campos, destacando a necessidade de integrar processos de governança e monitoramento.

A Microsoft, segundo o executivo, oferece recursos que identificam tentativas maliciosas de execução via agentes e alertam os responsáveis de TI sobre potenciais riscos. “Estamos evoluindo agora para uma fase mais profissional. Projetos mais estruturados, com escala e governança.”

Campos também lembrou que a disseminação inicial de IA dentro das corporações aconteceu nas áreas de desenvolvimento de software, onde houve ganhos expressivos de produtividade. “Essa produtividade dos desenvolvedores disparou, não necessariamente a qualidade. O pessoal saiu fazendo um monte de código”, disse ele, ao comentar efeitos práticos do uso das ferramentas.

Outro ponto ressaltado é o impacto financeiro do uso em escala. Agentes de IA operam por meio de modelos de linguagem — como exemplos citados o ChatGPT e o Copilot — e o custo de execução é medido em tokens, unidades que representam fragmentos das solicitações feitas aos modelos. À medida que empresas ampliam o atendimento para milhões de clientes usando IA, o consumo de tokens passa a ser um item relevante no balanço de custos.

Imagem: Imagem Divulgação

Para mitigar despesas, a Microsoft disponibiliza opções variadas — incluindo ChatGPT, Claude (da Anthropic) e soluções próprias —, com “mais 11 mil delas” na plataforma, segundo Campos. Empresas também têm recorrido a limites de uso, como cotas mensais de solicitações ou restrições sobre quantos agentes cada área pode criar, medida que busca evitar consumo rápido de orçamentos.

“Há várias histórias no mercado de empresas que tinham determinado orçamento de tokens e consumiu tudo em poucos meses”, relatou o executivo, apontando para a necessidade de regras e monitoramento que acompanhem a expansão dos projetos de IA.

Com informações de Infomoney

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