Empreendedorismo

CPFL renova contratos e se posiciona como agente consolidado na distribuição, diz CEO

14.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

A CPFL assinou a renovação antecipada de três contratos de distribuição de energia, o que, segundo o CEO Gustavo Estrella, dá à companhia maior previsibilidade de longo prazo e a coloca como potencial consolidadora no segmento, afirmou ele à Reuters nesta quinta-feira.

Controlada pela chinesa State Grid, a CPFL adota como cenário-base um crescimento orgânico na distribuição. A empresa projeta executar mais de R$25 bilhões em investimentos nos próximos anos com o objetivo de ampliar a base regulatória de ativos das suas concessionárias, afirmou Estrella.

O executivo disse que a escala já alcançada pela CPFL a habilita a avaliar ativos que venham a ser ofertados no mercado. “A gente se coloca, sim, como sendo um agente consolidador desse mercado”, afirmou, indicando que potenciais aquisições serão analisadas caso a caso.

Na semana passada, a CPFL e outras grandes elétricas firmaram aditivos contratuais com o governo federal que garantem a continuidade de seus contratos de distribuição por mais 30 anos. Fontes do setor esperam que, concluído esse processo, algumas empresas possam optar por vender ativos.

Estrella destacou que a renovação antecipada permitirá ao grupo ampliar investimentos, por exemplo, em medição inteligente do consumo. Para acelerar a substituição de medidores, a CPFL defende que esses investimentos passem a ser reconhecidos anualmente nas tarifas de energia, proposta que já está em discussão com a agência reguladora.

Segundo ele, sem reconhecimento automático os aportes acabam sendo postergados para o final dos ciclos tarifários, criando ineficiências. “Da forma como está, estamos falando em fazer todos os investimentos em medição inteligente em 20 anos”, afirmou, apontando que esse cronograma é inadequado.

Resultados financeiros divulgados pela companhia nesta quinta-feira mostram lucro líquido de R$1,91 bilhão, alta de 18,2% em relação ao ano anterior. O Ebitda permaneceu estável no período, em R$3,86 bilhões.

Desafios para 2026: inadimplência e ampliações irregulares

Para 2026, a CPFL vê risco de aumento da inadimplência nas contas de luz em razão da piora no endividamento das famílias. Recentemente, distribuidoras do grupo receberam reajustes tarifários de dois dígitos, impulsionados principalmente por aumento de encargos.

O grupo também demonstra preocupação com ampliações irregulares de sistemas de geração distribuída solar conectados às suas redes. Inspeções identificaram casos com clientes que instalaram quatro a cinco vezes mais potência do que a aprovada, o que pode provocar sobrecargas, danos a equipamentos e queda de qualidade do serviço.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avançou no mês passado com um processo para combater essas ampliações irregulares, que, segundo a agência, podem representar risco para o sistema elétrico nacional.

Notícia concluída.

Com informações de Infomoney

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