Empreendedorismo

Veja como ibovespa fecha em queda com oriente médio em foco

26.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Ibovespa recua 0,69% com alta do petróleo após ataques dos EUA ao Irã

Às 17h02 (Brasília UTC-3) — choque geopolítico pressiona ações e eleva incerteza sobre inflação global

O Ibovespa fechou em baixa nesta terça-feira, terminando o pregão em 176.589,03 pontos — queda de 0,69% — em sessão marcada pela reação dos mercados aos ataques americanos no sul do Irã. O índice oscilou entre 175.516,11 (mínima) e 177.815,95 (máxima), com volume financeiro de R$22,63 bilhões.

Por que a aversão ao risco voltou

Operações militares americanas contra alvos iranianos reavivaram dúvidas sobre a durabilidade de um cessar‑fogo e desarrumaram as expectativas de um acordo rápido entre as partes. O resultado foi uma forte alta do petróleo Brent, que voltou a ficar perto da faixa de US$100 o barril — um sinal que alimenta receios de pressão inflacionária.

Analistas e gestores locais apontaram que a notícia reforçou a percepção de risco e empurrou investidores a recalibrar posições, reduzindo exposição em papéis mais sensíveis a juros e ao ciclo econômico.

Destaques do pregão

Setor financeiro em tom de ajuste: Itaú Unibanco PN caiu 0,64% após ganhos na sessão anterior; Bradesco PN recuou 1,27%; Banco do Brasil ON teve queda mais acentuada, de 2,49%; e Santander Brasil Unit cedeu 1,16%.

Empresas de petróleo e gás tiveram desempenho misto. Petrobras PN subiu 0,09% e Petrobras ON avançou 0,41% com suporte da alta do Brent; PRIO e Brava registraram leves avanços, enquanto PetroRecôncavo perdeu 3,64%.

No setor de mineração, Vale fechou em baixa de 0,62% num dia de recuo dos futuros do minério de ferro na China. CSN Mineração valorizou-se 0,45%, mas CSN ON e Gerdau recuaram, e Usiminas teve queda mais forte, de 3,59%.

Braskem foi destaque negativo, com desvalorização próxima a 6%. Relatório do Citi citou mudança de cenário nos mercados petroquímicos — da pressão de oferta para sinais de fraqueza da demanda — e ajustou preço‑alvo da ação.

Varejo com ajuste após rodada anterior de ganhos: C&A caiu 4,77%, enquanto Ambev avançou 1,16% após revisão positiva de recomendação e preço‑alvo por parte do BTG Pactual.

Imagem: Getty

Petróleo: reação imediata às ações militares

O petróleo Brent subiu cerca de 3,6%, terminando a US$99,58 por barril, depois dos ataques atribuídos aos militares dos Estados Unidos no Irã. O WTI teve movimento oposto no fechamento americano mais recente, mas a dinâmica global sinalizou novamente risco de oferta.

Na segunda, a queda nos preços refletira a esperança de um acordo entre EUA e Irã; a reversão desta terça-feira mostra como a confiança pode ser frágil diante de novos episódios militares.

Dólar e números macro

O dólar à vista terminou praticamente estável, com leve alta de 0,16%, cotado a R$5,0272. No ano, a moeda ainda acumula queda de 8,41% frente ao real. Às 17h02 (Brasília UTC‑3), o dólar futuro para junho — o contrato mais negociado na B3 — subia 0,38%, a R$5,0355.

Durante o dia, a cotação variou em faixas estreitas: mínima de R$5,0034 às 9h59 e máxima de R$5,0393 às 10h51. O Banco Central divulgou que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$1,765 bilhão em abril, enquanto o investimento direto no país somou US$8,912 bilhões no mesmo mês, mitigando parte do impacto externo. O índice do dólar frente a uma cesta de moedas marcava 99,137 às 17h08.

Fecho

O dia deixou claro que qualquer nova escalada no Oriente Médio tende a alterar rapidamente preços de commodities e a dinâmica de risco global, com reflexos imediatos na Bolsa e no câmbio. Investidores seguem monitorando desdobramentos diplomáticos e indicadores econômicos, buscando pistas sobre a direção das próximas sessões.

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