Tommy Hilfiger diz que esporte é uma “linguagem cultural” e reforça conexões com esporte e cultura
Tommy Hilfiger, aos 75 anos, afirma que o esporte se tornou peça central na estratégia de sua marca. Com quatro décadas de atuação transformando o sportswear americano numa referência global, o estilista destaca a herança náutica da marca e a expansão de parcerias que aproximam moda, esporte e entretenimento.
TRANSMISSÃO: Band
Hilfiger lembra que a identidade da grife nasceu em referências ligadas à vela — das listras bretãs ao símbolo inspirado em bandeiras marítimas — e que essa ligação histórica continua a orientar projetos atuais. Segundo ele, as colaborações recentes abrangem áreas diversas: a Cadillac Formula 1 Team, o Liverpool FC, a equipe americana de SailGP e o jogador de NFL Travis Kelce, além de interações com comunidades de fãs espalhadas pelo mundo.
Para o estilista, a autenticidade é o elemento que une modalidades distintas. A vela preserva a origem da marca; a parceria com a equipe de Fórmula 1 agrega inovação e performance; e figuras como Travis Kelce representam a transposição do atleta para ícone cultural. Hilfiger afirma que o papel da marca é auxiliar esses atletas a se expressarem de maneira genuína, tanto dentro quanto fora das competições.
Ao comentar a evolução da Fórmula 1, Hilfiger observa que o público não consome mais apenas as corridas: acompanha personalidades, estilos de vida e narrativas que orbitam o esporte. Ele chama esse fenômeno de união entre moda, esporte e entretenimento, um movimento que amplia a influência do automobilismo sobre a cultura em geral. A chegada de Checo Pérez como embaixador global é citada como sinal de que pilotos também se tornaram referência de estilo.
Hilfiger também recorda experiências pessoais que o aproximaram do esporte, como o trabalho aos 14 anos em uma loja de artigos esportivos, e ressalta o poder do futebol para criar identidade e pertencimento — citando o Liverpool FC como exemplo de alcance cultural além do estádio. A marca, diz ele, procura conciliar desempenho e estilo, citando a coleção SailGP Verão 2026 como exemplo de peças pensadas para funcionar dentro e fora d’água.
Imagem: Caroline Fiss
Questionado sobre a próxima fronteira entre moda e esporte, Hilfiger aponta a cultura dos fãs: roupas tornaram-se distintivos de apoio e identidade. Ao definir luxo hoje, ele afirma que consiste em liberdade — para estar com quem se ama, viajar, manter a curiosidade e viver conforme os próprios valores.
Hilfiger encerra lembrando que o que mais o fascina é o que vem a seguir: a constante evolução cultural impõe que marcas se renovem junto às novas gerações.
Com informações de Forbes