Empreendedorismo

Trump afirma que acordo com o Irã está próximo e que Estreito de Ormuz pode ser reaberto

24.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na noite deste sábado (23) que um acordo com o Irã está praticamente fechado e que pretende anunciar nos próximos dias um entendimento que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o tráfego global de petróleo e gás natural liquefeito.

Neste domingo (24), o secretário de Estado, Marco Rubio, disse, durante visita à Índia, que há sinais de avanço nas conversas, mas evitou estabelecer um prazo para a concretização do pacto. Rubio afirmou que “pode haver algumas boas notícias” sobre Ormuz nas próximas horas, mas ressaltou que ainda há trabalho a ser feito.

Antes de publicar a mensagem nas redes sociais, Trump se reuniu com assessores na Casa Branca e manteve contatos telefônicos com líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar, do Paquistão, da Turquia e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, segundo a Casa Branca. Na postagem, o presidente afirmou que um acordo foi negociado em sua maior parte e está sujeito à finalização entre os Estados Unidos, a República Islâmica do Irã e outros países.

Irã adota cautela

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que, na última semana, o processo caminhou para uma convergência de pontos de vista, mas indicou que seguem em aberto três questões sensíveis: o programa nuclear iraniano, a liberação de ativos congelados no exterior e a futura administração do estreito.

Pano de fundo

O conflito escalou a partir de 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques aéreos contra alvos no Irã. A resposta de Teerã, com uso de mísseis e drones contra países do Golfo, provocou milhares de mortes, a maior parte em território iraniano e no Líbano. O fechamento do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e de GNL — gerou uma crise energética global e afetou economias distantes do Oriente Médio.

Sem um entendimento, o petróleo permanece cotado acima de US$ 100 por barril, e o aumento dos combustíveis tem prejudicado a popularidade de Trump internamente, sobretudo às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso. Ao mesmo tempo, fechar um acordo envolve risco político: aliados mais belicosos pressionam por continuidade dos bombardeios até que objetivos definidos sejam alcançados.

Imagem: Anna Moneymaker/Getty Images

O senador Roger Wicker, presidente do Comitê de Forças Armadas, publicou nas redes sociais, pouco antes do anúncio de Trump, que um novo cessar-fogo seria “um desastre” e que os resultados da Operação Epic Fury poderiam ser desperdiçados. Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita, Egito e Turquia atuam como mediadores nas negociações, que tentam estender o frágil cessar-fogo de seis semanas.

©2026 Bloomberg L.P.

Com informações de Investnews

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