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“Quero ser um preto com nome gigante na mídia”; conheça a história do Menor MC

26.02.2021 | Por: Gabriela Ferreira

“Smack That, a cena nois roubou, smack that new prince of flow”, quem nunca se exaltou cantando esse trecho do set “Homenagem Aos Relíquias 2.0“? O verso cantado pelo Menor MC é um dos que se destaca no projeto. Na real, nos dois “Homenagem Aos Relíquias“, o funkeiro roubou a cena. Não é à toa que a carreira dele deu aquela guinada após os sets. Nós do Portal KondZilla trocamos uma ideia com o Menor MC pra entender mais sobre a história dele. Pega a visão!

Nascido e criado na Cohab 1, zona leste de São Paulo, Menor MC teve contato bem de perto com a arte, o talento pra música veio do berço. “Meu avô era artista, fazia filmes e outras paradas. E desde criança eu sempre gostei de várias fitas, já dancei e tal. Tudo que eu fiz, me doei muito. Mas com o funk foi diferente, senti outra coisa. Tem muito sentimento envolvido”, comenta ele.

Essa sensação da hora também tem a ver com as parcerias do funkeiro. “Antes mesmo do ‘Homenagem aos Relíquias’, eu já conhecia o Matt-D de uma cota. A gente criou um vínculo bem amigável, eu, ele e o MC Vinny. Esse vínculo fez tudo acontecer com muito amor e uma energia foda. Nós nos conectamos muito bem”, comenta ele. 

E por falar no set, foi nele que o Menor MC se consagrou como o “new prince of flow”, traduzindo: o novo príncipe do flow, que virou bordão. “Essa ideia surgiu bem antes até do Vinny entrar pra produtora [Gree Cassua]. Falei pro Matt-D que eu queria botar um negócio em inglês no meu som, que fosse virar bordão”, explica ele. “É um bagulho diferente um preto fluentemente em inglês. Aí surgiu o ‘new prince of flow. Essa foi a parada”. 

Os dois primeiros sets foram sucesso. No YouTube, o primeiro, que faz homenagem só a artistas brasileiros, tem mais de 100 milhões de visualizações, somando os dois videoclipes da faixa. O segundo videoclipe do projeto tem mais de 50 milhões de views. “[Estourar] foi uma experiência inexplicável. É uma coisa que veio de deus. É um bagulho muito novo e ainda não me acostumei ainda. Meu empresário tá me preparando bem pra gente destruir nas pistas no futuro”, reflete o MC sobre o impacto do set na carreira dele. 

“Meu modo de canetar é um bagulho muito sagrado. É um modo que eu expresso o que eu sinto. Sinto que meu dom não é só cantar, é me expressar. Acho que é por isso que o povo se identifica com o que a gente canta”, explica ele sobre o processo de composição. “Penso sempre em variar flow. Quanto mais eu vario, mais interessante fica a música. Tem um tom certo que puxa mais o povo. Então sempre tento pensar como ouvinte e não como artista, tipo, ‘se eu fosse o ouvinte, o que eu iria querer’?

Misturando funk com trap, com samba e com o que vier na telha, a missão do Menor MC vai além da fama. “Eu não quero ser só mais um MC, quero ser um músico, ter nome, mais um preto com um nome gigante na mídia. Quero realizar meus sonhos pra eles ajudarem as pessoas a realizarem os delas. Quero ser uma inspiração pra molecada da minha quebrada. Eu também não tinha nada e quero incentivar toda a molecada a se achar na música e não se perder no caminho do crime”. 

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