"Sou gay sim, sou bixa sim. Sou o que as pessoas quiserem, mas só quando eu quero", conta Rick

Autor: Redação

Fotos por: Acervo Pessoal

Conte aqui sua historia | 15/11/2019 12:12:39

Anexo faltante

É feriado, mas sexta-feira na KondZilla é dia de Conte aqui sua historia. Por isso, hoje vamos te apresentar o Rick Lancellotti, um jovem muito foda que apesar de ser novo, já passou por muita barra, superando todos os obstáculos para realizar seus sonhos. Brota no Portal KondZilla pra conhecê-lo.

“Meu nome é Érick Alcides, mais conhecido como Erick Moura Lancellotti, tenho 17 anos e moro na região do Taquaral, em Campinas.

Quando eu tinha 10 pra 11 anos eu fui para um abrigo depois que minha mãe sumiu e me deixou sozinho com os meus irmãos. Sofri muito lá. fiquei um tempo e quando sai comecei a me identificar como gay. Com 13 anos eu tive minha primeira experiência sexual com um homem. Ele era mais velho e tirou fotos minhas, o que é pornografia infantil, e jogou na rede. Todo mundo tinha foto minha. Fui humilhado onde eu passava, as pessoas falavam, o cara mais velho me chantageava com as fotos.

Eu não saia na rua, não ia pra escola, só ficava triste nos cantos de casa até que um belo dia as fotos chegaram na minha casa. Eu lembro que cheguei e minha mãe tava me esperando, eu pensei que ela ia ficar do meu lado mas aí ela me xingou, me bateu, eu fiquei sem chão, queria fugir. O pior é que as pessoas me xingavam nas redes sociais, me mandavam mensagens de ódio, me chamando de viado, de várias ofensas.

Queria que tivesse mais a presença das polícias contra a pornografia infantil porque o que aconteceu comigo foi muito ruim e não desejo isso pra ninguém.

Sabe como eu superei? Fazendo postagens no Facebook sobre o que eu achava da vida LGBT. Comecei a contar histórias minhas e meus sentimentos. Criei várias frases, comecei a fazer as pessoas sorrirem.

Hoje eu faço curso de fotografia em um projeto que é pra mulheres. Sou livre de preconceito, as minas amam ser minhas amigas.

Eu amo funk, pancadão é minha vida. Eu vou nos bailes todos, DZ7, Helipa, Nitro Point. São lugares que eu sou bem aceito, diferente daqui de Campinas. Hoje vou nas festas, minhas amigas me chamam pra tirar fotos delas e falam que amam meus posts.

Todo mundo na minha casa sempre gostou de funk. Minha mãe dançava funk, minhas irmãs e agora eu. Um dia me chamaram pra gravar uma música e eu fiz um bregafunk.

Hoje sou a Rick ou o Rick, ou até bixa e viadinho pra outras. Tenho orgulho de mim porque superei todos os julgamentos. Sou feliz e sou aceito por muita gente. Sou gay sim, sou bixa sim. Sou o que as pessoas quiserem, mas só quando eu quero.”

Inspirador, né? Se você quer se ver no Portal KondZilla, é só você mandar um email pra gente no conteaquisuahistoria@kondzilla.com

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