O novo momento do MC Fioti

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Léo Caldas

Matérias | 17/06/2019 10:46:33

Anexo faltante

O ano de 2019 veio com grandes mudanças na vida de Leandro Aparecido Ferreira, o MC Fioti. Novo contratado da KondZilla Records, o MC acaba de ter sua primeira filha com a MC Bella, e se prepara para lançar um disco. O Portal KondZilla encostou na gravação do videoclipe “Luz do Olhar”, primeiro dele como artista da casa, pra trocar um papo com ele sobre as novidades.

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Minha princesa 🥰

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“Eu tava passando por umas dificuldades, mas parece que o nascimento da minha filha fez várias portas se abrirem. A Linda nasceu e eu assinei com a KondZilla. Tô realizado”, diz ele sobre entrar para a KondZilla Records. Em meio a um dia de gravação de clipe, Fioti adianta que essa nova fase vem com muito trampo e muitos projetos.

E por falar em trampo, nesses últimos meses o MC cria do Capão Redondo, que hoje mora em Taboão da Serra, passou algumas dificuldades, mas isso o fez ficar tempo o suficiente no estúdio que tem em casa preparando músicas. “Tenho quatro discos prontos. Agora precisamos só sentar e planejar como vamos fazer”.

Em seu Instagram, o MC e produtor já revelou o possível nome do disco que ele planeja lançar: “Gets Involved”. Se você for parar pra ver, é muito raro um artista de funk ou de pop brasileiro soltar um disco, com exceção da Anitta. Isso acontece porque muitos cantores preferem investir o dinheiro que iria todo pra gravação de um álbum em um single com um videoclipe bem foda pra bombar. Além de ser mais barato, é mais rápido e pode ser que a música vire um sucesso. Pro Fioti, embarcar nessa de fazer um álbum não é um problema. “Quero dar uma diferenciada. Se você for parar pra pensar, a gente gasta muita música pra tentar acertar apenas uma. Preferi fazer desse jeito agora, até porque os gringos só lançam discos, raramente lançam um single porque ajuda a manter mais a carreira”, explica ele sobre a decisão.

Se você já leu a entrevista que fizemos com ele um tempo atrás, deu pra sacar que o moleque é muito fã de hip-hop e essas raízes continuam, mesmo que os projetos sejam diferentes. “Continuo me inspirando no Dr. Dre, N.W.A, Tupac, Notorious Big, toda essa galera da gringa que é a raiz do rap”, comenta ele. “Mais hip-hop daqui pra frente? Talvez sim, quem sabe umas parcerias, tipo o Matuê?!”.

Mesmo com a cabeça no futuro, sendo o MC Fioti, o primeiro artista brasileiro a conseguir 1 bilhão de execuções no YouTube com uma música (nem preciso falar que é “Bum Bum Tam Tam”, né?), é impossível não olhar pro passado. Nesse caso, tamo falando de 2017 mesmo, quando o MC paulistano explodiu mundialmente com a flauta envolvente que mexe com a gente. “Os fãs cobram muito outro bilhão, e se Deus quiser, vem. Tamo aí gravando ‘Luz do Luar’, se Ele quiser, a gente chega lá”, comenta ele sobre se existe uma pressão de já ter feito um som que fez um sucesso estrondoso.

Assim como “Bum Bum Tam Tam”, as novas músicas da nova fase do Fioti são cantadas e produzidas por ele, mas pro MC, não existe preferência entre cantar e produzir.

Ainda falando em “Bum Bum Tam Tam”, foi graças a esse som que MC Fioti foi fazer show fora do Brasil. Ele chegou a tocar nos Estados Unidos e fez duas turnês na Europa. “Imagina um brasileiro que canta funk tocando na Europa? Foi surreal, me senti que nem os gringos que tão estourados e vem tocar aqui”.

Depois de passar um mês circulando o continente europeu, Fioti já tá com as passagens compradas pra ir pra lá de novo. Ele foi anunciado como atração do Tomorrowland 2019, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, que acontece em julho, na Bélgica. Então assim, dá pra ver que ninguém segura o moleque, né?

Claro que esses quatro anos não são resumidos só nas partes boas, mas o funkeiro tirou muito aprendizado nesses anos de corre. “A principal lição que eu aprendi é que a gente tem que acreditar, ter fé. Fiquei mais maduro nesses anos. Quando comecei, achei que o funk era uma coisa, mas depois comecei a participar do movimento do jeito certo, e vi que era outra coisa. Hoje eu me sinto mais artista, antes eu era só um moleque que cantava na quebrada”.

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