Marta se torna a maior goleadora da história das Copas

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Reprodução // CBF

Esporte | 19/06/2019 17:43:15

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Na última terça (18), Marta, a camisa 10 da seleção feminina, não só fez o gol que classificou o Brasil, como se tornou a maior artilheira das Copas do Mundo, somando ao todo 17 gols. Com tantos feitos em sua história ao longo da carreira, como receber o prêmio de melhor jogadora por 6 vezes, Marta ainda luta por seu espaço. Por que isso acontece?

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Hoje com 33 anos, Marta Silva começou sua carreira no Vasco da Gama, no ano 2000. Jogou no Santa Cruz (2003-2004) e foi jogar fora pela primeira vez na gringa, em um time da Suécia, onde ficou até 2009. Depois disso, esses últimos dez anos foram divididos entre jogar nos Estados Unidos, no Brasil e na Suécia de novo. Desde 2017, ela atua no time norte-americano Orlando Pride. Na seleção brasileira, Marta joga desde 2002.

Quando Marta fez o seu primeiro gol nesta edição do torneio, contra a Austrália, na estreia do Brasil, ela apontou pras chuteiras, e pediu por igualdade porque, além de chamar atenção por sua técnica, a jogadora também está usando seu espaço para um protesto muito importante. Se ela está sem patrocínio hoje foi porque as empresas não aceitaram pagar o mesmo que pagam para os jogadores masculinos, e Marta não aceita isso e nem ninguém deveria. Até o meio de 2018, a atleta era patrocinada pela Puma, e desde então, não assinou com nenhuma outra marca.

Como Marta foi uma das primeiras jogadoras a chamar atenção pro esporte feminino, pode ver que ela, além de quebrar diversos recordes, também foi a primeira mulher a conquistar muita coisa, tipo ser a primeira a entrar pra Calçada da Fama do Futebol do estádio do Maracanã, em 2007. Ao lado de Formiga, meio de campo da seleção, entrou para a sala Anjos Barrocos, do Museu do Futebol, que antes só tinha homem. Além dessas marcas, a jogadora foi a primeira homenageada no Prêmio Craque do Brasileirão, da CBF, em 2018, mesmo ano em que pela primeira vez em 13 anos de premiação, criaram o prêmio para as mulheres.

E não é só no Brasil que existe essa discrepância nas premiações masculinas e femininas, olha só: os vencedores do ‘Prêmio de Melhor da Copa do Mundo 2018’, levaram pra casa cerca de R$ 146 milhões de reais, enquanto no “Prêmio As melhores da Copa de 2015”, levaram R$ 4 milhões. A FIFA, por si só, investiu R$ 30 milhões no torneio feminino, e no masculino a verba ultrapassou o R$ 1 bilhão.

A noção da falta de mulheres em espaços, seja nos trampos formais ou nos campos, muitas vezes é argumentada por frases do tipo: “ah, as minas não querem jogar futebol”, “não tem mulher o suficiente pra criar um time” ou “poxa, mas nenhuma mulher quer ser diretora de uma grande empresa”. Até parece, né? Marta é o melhor exemplo de que as mulheres são capazes de exercer a função que quiserem (assim como a lutadora Jéssica Andrade). E por tantos prêmios, é de se estranhar essa diferença de tratamento. De qualquer forma, parabéns a Marta por mais esse grande marco para as mulheres no futebol.

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