Conte aqui sua historia

“Hoje só vou traficar informação em forma de músicas”, conheça o MC Thassio JR

07.08.2020 | Por: Redação

Sexta-feira chegou e mais um Conte Aqui Sua História e hoje quem chega é o MC Thassio JR diretamente do Mato Grosso do Sul pra falar sobre seu corre e pra passar a ideia de que o crime não compensa. Chega mais.

Bom minha história no funk começou aos meus 14 anos, quando escutei a música “Fábrica de Bico” que o (finado) MC Zoi de Gato cantava, quando escutei aquela música lá pelos anos de 2008, 2009 e vi que era um menino novo que cantava, comecei a me interessar pelo funk, então comecei a escrever minhas músicas baseadas no funk proibidão.

Daí pra frente comecei a ganhar visibilidade na escola e na rua por ser o único MC de funk na cidade, mas ao longo desse caminho vi que a apologia estava me dando uma cara de MC que era do crime e eu não fazia corre e nem roubava até então. Foi aí que nos mudamos para o Mato Grosso do Sul, e vi outras maneiras de cantar o funk, foi quando comecei a ouvir o MC Guimê, MC Rodolfinho, MC Neguinho do Kaxeta e vários outros MCs da época e comecei a escrever sobre o funk ostentação, comecei a falar de coisas que eu não tinha, mas via os MCs cantarem em suas músicas sem ter também.

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Nisso comecei a fazer pequenas apresentações em uma casa de show que tinha na cidade e por lá cantava e não recebia nada, às vezes tinha que implorar pra poder fazer um show e acabei recebendo não várias vezes. Por isso acabei parando de cantar, ficava só em casa escrevendo, mas nada de mostrar as músicas na rua. Foi aí que me envolvi em paradas erradas e a conhecer tudo que eu cantava de funk proibidão: a venda de drogas, o peso da arma de verdade e pessoas que estavam envolvidas com crime mesmo. Daí comecei a vender droga, a roubar e tava me envolvendo cada vez mais.

Num certo dia, um desses caras que fazia corre comigo foi preso e quando isso aconteceu, pensei comigo ‘agora eu podia ter ido junto, imagina o desgosto que ia ser pra minha mãe’. Então eu parei de mete 157 e fiquei só no tráfico, certo dia peguei umas paradas pra vender e levei na casa da minha mina, e nós ali sentados na sala, embalando a mercadoria, ela disse pra mim: ‘amor por que você não para com isso e investe em cantar seu sonho foi sempre ser um MC’. A partir daí, coloquei a cabeça no lugar e liguei pro meu mano e disse que ia entregar a mercadoria e que ia parar com os corres. Isso foi num sábado à tarde e de noite íamos pro baile. 

Fomos pro fluxo e teve um tiroteio, um moleque entrou atirando sem rumo, dando tiro pra tudo quanto foi lado e eu ouvi o zunido da bala passando próximo de mim. Foi aí que vi que aquela vida do crime não era pra mim. Disse pra mim mesmo que a partir de hoje a única coisa que vou traficar vai ser informação, vou fazer só música e largar essa vida. 

Hoje estou há mais de 10 anos cantando funk e passando a visão pros moleques novos emocionados que o crime não compensa. Não é só um ditado e sim a mais pura realidade. Bom, espero que tenham gostado um pouco da minha história ainda tenho muita coisa pra falar só que vou falar nas músicas!”


Se identificou com a história? Então manda a sua pra gente no e-mail conteaquisuahistoria@kondzilla.com e não se esqueça de mandar suas fotos, telefone e redes sociais pra gente entrar em contato com você.

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