EUA monitoram surtos de Ebola na RDC e em Uganda e oferecem apoio técnico
Autoridades de saúde dos Estados Unidos informaram que estão acompanhando relatos de surtos de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda e prestando assistência técnica aos governos locais, disse o diretor interino do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em entrevista na sexta-feira.
O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças confirmou nesta sexta-feira um surto de Ebola na província de Ituri, na RDC, reportando 65 mortes entre 246 casos suspeitos até o momento. Paralelamente, o Ministério da Saúde de Uganda informou que um homem de nacionalidade congolense morreu em Kampala por Ebola do tipo Bundibugyo.
Em coletiva, o diretor interino do CDC, Jay Bhattacharya, afirmou que a agência possui experiência acumulada na resposta a surtos de Ebola e que vem atuando em conjunto com o Ministério da Saúde da RDC por meio do escritório do CDC no país para apoiar as ações de resposta. Segundo Bhattacharya, o CDC também recebeu informações do governo de Uganda sobre o surto e auxilia no rastreamento de contatos e na resposta local.
Questionado sobre eventuais cortes na ajuda externa americana destinada à África, Bhattacharya disse que os escritórios do CDC em ambos os países estão bem equipados e com pessoal suficiente para auxiliar nas investigações e operações, e que a agência poderá mobilizar equipes adicionais conforme a necessidade.
“Trata-se de um surto de grandes proporções, sobre o qual fomos informados apenas ontem”, declarou Bhattacharya, que acrescentou que os funcionários do CDC têm trabalhado para coordenar esforços com os países afetados e que a agência se mobilizará conforme necessário.
As florestas tropicais densas do Congo são reconhecidas como reservatório natural do vírus Ebola, que provoca febre, dores no corpo, vômitos e diarreia e pode ser fatal. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com objetos contaminados, e o vírus pode persistir no organismo de sobreviventes e ressurgir anos depois.
Imagem: Getty Images
O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças informou ainda que convocou uma reunião urgente com autoridades da RDC, Uganda, Sudão do Sul e parceiros internacionais para reforçar vigilância transfronteiriça, preparação e respostas coordenadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ter sido informada sobre casos suspeitos em 5 de maio e enviou uma equipe a Ituri para investigação; as amostras coletadas inicialmente no campo deram resultado negativo.
A RDC declarou seu primeiro surto de Ebola em três anos no início de setembro passado. Em 22 de setembro, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho alertou que as unidades de saúde do país estavam sobrecarregadas e que os suprimentos estavam se esgotando.
As autoridades internacionais e locais permanecem em alerta e mantêm as ações de vigilância e resposta enquanto investigam e monitoram a evolução dos casos.
Com informações de Forbes