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Aniversário da Cultura do Hip Hop tem programação gratuita

06.08.2022 | Por: Karine Ferreira
Foto: Beatriz Galvão

No próximo dia 11 de agosto, acontece a celebração dos 49 anos da Cultura Hip Hop e a Secretaria Municipal de Cultura preparou uma programação recheada de atrações da cena, totalmente gratuitas para o público aproveitar muito. Os equipamentos municipais culturais receberão shows musicais, manifestações artísticas e atividades de reflexão sobre a visibilidade das mulheres e da população LGBTQIAPN+ no gênero.

Aniversário da Cultura do Hip Hop tem programação gratuita
Foto: Internet

Com uma programação vasta e diversa entre os dias 11 e 14 de agosto, nos equipamentos culturais municipais – Centros Culturais, Casas de Cultura, Teatros e a Biblioteca Mário de Andrade. Além de manifestações como graffiti e exibições de painéis de palestras, destacam-se shows de grandes artistas e coletivos, como Rap Plus Size, Clara Lima, LEALL, RPW (Rubia, Paul e W-Yo) e Batalha da Santa Cruz.

Para os eventos RPW, no Teatro João Caetano, TUYO convida Stefanie MC e Stella Yeshua, na Olido, há retirada do ingresso com 1 hora de antecedência (sujeito a lotação). 

Confira a programação abaixo.

11/08 – Quinta-feira – Galeria Olido – Externo

Batalha do Point  | Às 19h.

A Batalha do Point existe desde 2012 e é responsável por revelar vários artistas de notoriedade dentro da cena Hip Hop. Preza pela inclusão social, cultural e artística dos MCs, anônimos e carreiras artísticas no mercado fonográfico e musical. É atuante até os dias de hoje, com relevância dentro do mercado musical e social, sempre focada no crescimento cultural.

Thaide nas Quadradas 

Thaíde iniciou sua carreira na década de 80 como b-boy. Foi um dos fundadores da equipe de break Back Spin, é rapper, compositor, ator, apresentador, locutor e produtor musical. É um dos pioneiros do Hip Hop no país, sendo um dos primeiros artistas de rap a gravar músicas.

12/08 – Sexta-feira – Biblioteca Mário de Andrade

LUNNA RABETTI | Às 15h.

Organizou os livros Perifeminas l, ll e lll. Participou da coletânea “Pelas Periferias do Brasil V e VI”, revista “Mulheres de Palavras”, os filmes “Pelas Margens” e “As 3 do Capão” e o documentário “O Protagonismo das Minas: A Importância das Mulheres no Rap de SP”. Em 2021, lançou a autobiografia “A vida marginal de Luana Rabetti – Entre linhas, folhas e tintas”.

CLÁSSICAS HIP HOP | Às 15h.

Clássicas Hip Hop é a união de três rappers da primeira geração de MCs no Brasil. O reencontro em 2019 fez com que Sharylaine, Rubia RPW e Rose MC realizassem o desejo de conectar os três estilos, tão distintos e ao mesmo tempo com vivências tão similares. Essa tríade comunga pelo menos 9 décadas de vivência na Cultura de Rua. Cada uma tem a sua trajetória artística musical, todas com registros fonográficos, e neste projeto estas vozes se encontram.

Ligadas pela veia musical, Sharylaine, Rubia RPW e Rose MC partiram para o objetivo principal do projeto: produzirem músicas juntas e trazerem ao público a potência de três vozes pioneiras do Rap paulistano.

SARA DONATO | Às 15h.

Sara Donato, 27 anos, é nascida e criada no interior de São Paulo. Iniciou sua carreira em São Carlos no grupo Verso Consciente, tornando-se militante do movimento Hip Hop a partir dos 14 anos. No ano de 2013 lançou seu primeiro álbum solo intitulado “Made in roça”. O nome surgiu quando um produtor paulistano sugeriu que a MC abandonasse seu sotaque na hora de rimar, contrariada pela proposta, Sara escreveu a faixa que deu nome ao disco. A Mc também integra a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop e atualmente mora na Zona Norte de São Paulo. 

B.GIRL KIKA SOUZA | Às 15h.

Co-fundadora e intérprete-jogadora do Coletivo Rangers Urban Force, que surgiu durante o processo de desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), recebendo menção honrosa da instituição por seu desenvolvimento.

Possui ao longo de sua trajetória vivências no Ballet Clássico, Dança Moderna, Dança Contemporânea, Dança de Salão e Danças Brasileiras. Cursou dança contemporânea para iniciantes e dança moderna na Escola de Dança de São Paulo (Fundação Theatro Municipal) em 2021.

LETS | Às 17h.

Letícia Santos (LETS), 21 anos, é, atualmente, um dos principais nomes em ascensão do Music Business, com foco em música preta e periférica. Letícia foi apresentadora do Prêmio Genius Brasil 2021 e do Prêmio Inverso de Rap BR 2021, marcou presença no radar WME – plataforma de música e negócios focada no protagonismo feminino, colaborou na produção do estudo sobre a presença de mulheres nas plataformas de streaming para a revista “Voz das Minas”, ministrou a palestra sobre Planejamento Musical para a Batalha da Rubi e participou da websérie “Papo de Visão” da Black Pipe, em entrevista exibida na mostra de cinema do Centro Cultural São Paulo.

FERNANDA AZAMBUJA | Às 17h.

Fernanda Azambuja é jornalista com MBA em marketing e empresária com expertise em divulgação profissional, já atendeu mais de 250 cases entre clipes, singles e shows, além de ser CEO da “Seu Clipe na TV” e da “Seu Som na Playlist”, empresas inovadoras e específicas que fomentam a música independente com prestação de serviços de divulgação profissional.

Apesar da entrada no mundo da música via cultura Hip Hop, atendendo inicialmente logo o Dexter, sua experiência no mercado fonográfico foi ampliada ao criar duas start ups inéditas no país e passar a atender todos os ritmos musicais. Hoje tem cases de pop rock, punk, folk, progressivo, psicodélico, MPB, POP, samba, piseiro, RAP, trap, drill, lo-fi, reggae, funk, trap funk, soul, bossa nova, infantil, jazz, bachata, forró, gospel, brega funk, instrumental.

Batalha da Santa Cruz | Praça Dom José Gaspar. Às 19h.

A Batalha da Santa Cruz tornou-se a primeira batalha periódica da cidade. Com seus 13 anos de existência, foram poucos os sábados em que não aconteceram as disputas e ao longo do tempo, inspirou a criação de muitas outras, como Rinha dos MCs organizada pelo talentoso artista Criolo, Batalha da Aldeia, Batalha o point, sexta free entre outras que nasceram em vários estados pelo Brasil. Foi ainda palco — literalmente — de centenas de confrontos memoráveis, inspirando dezenas de jovens a se interessarem pela cultura Hip Hop e chamando a atenção de todo o país por seu formato, respeito adquirido pelos participantes e espectadores, e por continuar acontecendo depois de tanto tempo. É a pioneira do movimento em São Paulo e expoente da cultura – de lá emergiram nomes como: Emicida, Drika Barbosa entre outros.

Kalamidade: A Festa | Praça Dom José Gaspar. Às 20h.

A discotecagem do Kalamidade é uma parte do coletivo composta pelos DJs Yume, Pepeu, Nobru Izru, DZ, Neew, Rua e Nacao, que se alternam para apresentar ao público o Hip-Hop em sua essência, com pitadas de House, RnB, Breakbeat, Grime e Drum and Bass, do underground ao mainstream. Sua primeira festa foi em março de 2020, e desde então o coletivo já tocou em mais de 20 eventos, incluindo seu formato clássico com shows: “Kalamidade Convida”.

Rap Plus Size – | Praça Dom José Gaspar. Às 21h.

Sara Donato e Jupi77er compõem desde 2016 a dupla Rap Plus Size. Cantando empoderamento, coletividade, força e autoestima nos seus versos através do Rap, do Funk e de ritmos intrínsecos à periferia paulista, da qual são oriundes. Rap Plus Size já marcou presença em grandes eventos e festivais pelo Brasil, como o carnaval de Recife e Olinda (2018 e 2019), Festival Contato (2018), Virada Cultural de São Paulo (2019 e 2022) e, recentemente, num dos maiores festivais do mundo, o Lollapalooza em Abril de 2022.

13/08 – Sábado

RPW | Teatro João Caetano. Às 17h.

RPW é a inicial dos nomes dos integrantes: Rubia, Paul e W-Yo. O grupo ganhou notoriedade no cenário do rap nacional com o single Pule ou Empurre, lançado em vinil no ano de 1994, produzido por Fábio Macari e DJ Paul. Pule ou Empurre é considerado o primeiro registro oficial dentro do estilo de rap Bate Cabeça, popular até os dias de hoje na Cultura Hip Hop brasileira. Com a rápida ascensão do RPW e o sucesso do single, o estilo dominou os bailes black de São Paulo na época, tornando-se, assim, uma grande referência e influência para outros artistas, a exemplo da dupla Emicida e Criolo, que homenageia o grupo em seus shows cantando o hit Pule ou Empurre, entre outros clássicos do Rap Nacional. O RPW também foi um dos primeiros grupos do rap brasileiro a ter um videoclipe na programação da antiga MTV Brasil.

DJ Vivian Marques | Galeria Olido – Vitrine Olido. Às 19h.

Vivian Marques sempre gostou muito de música, sonhava em ser dançarina, mas quando descobriu o hip hop ao invés de tornar-se b-girl optou por ser DJ. Aluna de DJ Kl Jay (Racionais MCs), ela vem mostrando que talento e atitude independem de gênero.

Em 2007 criou, em parceria com Tati Laser e Juju Denden, o projeto “As Minas Pá” que tinha como intuito influenciar mulheres a discotecar, especialmente, dentro do Hip Hop onde a maioria dos DJs são homens.

TUYO | Galeria Olido – Teatro Sala Olido. Às 20h.

Sempre guiado pela complexidade das emoções humanas e em constante movimento, o trio Tuyo forma uma combinação de sentimentos e sons difícil de ser encaixada em algum rótulo. Esse “não-lugar” ocupado por Lio, Lay Soares e Machado é o que serve de inspiração para a criação das camadas que arquitetam a sonoridade que trouxe o grupo até aqui.

STEFANIE MC | Galeria Olido – Teatro Sala Olido. Às 20h.

Se destaca não apenas por ser uma mulher negra no movimento Hip Hop, mas por sua qualidade musical. Nascida e criada em Santo André, foi influenciada pela militância política de consagrados grupos de Rap dos anos 90 e, em 2004, decidiu ousar e criar a sua versão da história.

Gravou com grandes nomes da música, tais quais: Emicida, Kamau, Rashid, Rincon Sapiência, Luedji Luna, Cynthia Luz, Kmila CDD, Tássia Reis, Drik Barbosa, Lurdez da Luz, Max B.O, Arnaldo Tifú, entre outros. Também foi convidada a reescrever a track “Rua Augusta” na “Remixtape” do rapper Emicida.

STELLA YESHUA | Galeria Olido – Teatro Sala Olido. Às 20h.

Formada em marketing e magistério, Stella Yeshua é rapper, criadora de conteúdo e colunista da revista Vogue. Começou seu trabalho nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual relatava um episódio de racismo sofrido de “forma irônica e sem lamentações”.

14/08 – Domingo

Phanter Graffiti | Casa de Cultura Hip Hop Sul. Às 13h.

Luiz Gledson, nome artístico “Panther”, é um artista urbano, grafiteiro, artesão, oficineiro, MC, escritor, apresentador, locutor e produtor. integrante do grupo Ataque de Expressão, Afável, Viagem Consciente Crew, atua na região da Americanópolis — Cidade Ademar e adjacências, desde o ano de 2002 elaborando projetos socioculturais, organizando e promovendo atividades com fins culturais para comunidade. Panther é uma artista cheio de funcionalidade dentro da cultura, porém sua principal linguagem é o “GRAFFITI” e, dentro disso, também faz seus artesanatos.

Clara Lima | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 16h.

Nascida e criada em Ribeiro de Abreu, comunidade da Zona Norte de BH, Clara Lima ficou conhecida após vencer uma série de batalhas no duelo de MCs, em 2014. em 2015 foi finalista do duelo nacional e, nesse mesmo ano passou a integrar o coletivo dv tribo — grupo de rap que contava com nomes como Djonga, FBC, Hot e Oreia. A partir disso, começou a gravar e produzir seus trabalhos solo.

DJ Zeme convida Eduardo Taddeo | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 17h.

DJ Zeme é produtora artística e cultural e iniciou sua carreira em 1989, aos 12 anos de idade, como DJ na equipe de som TecnoPop, na qual permaneceu até 1995. Foi DJ do grupo de Hip Hop feminino Guetto Z.O e do grupo “Otraversão da banca 1 da Sul”. Participou como DJ e produtora de vários eventos como Cut 1° de Maio (SP), Planeta in Hip Hop (SP) e Festival Lollapalooza (SP palco Grajaú 2013).

EDUARDO TADDEO | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 17h.

Cantor, escritor, ativista, palestrante e compositor, é considerado um dos melhores rappers do Brasil, foi um dos fundadores e líderes do grupo Facção Central, onde era vocalista e compositor de todas as letras, deixou o grupo no dia 18 de março de 2013 para atuar em carreira solo. Eduardo faz palestras por todo Brasil e periodicamente visita a Fundação Casa. Apesar de não ter concluído seu ensino fundamental, ele incentiva em entrevistas, shows e palestras, os jovens da periferia a estudarem alegando que ter um diploma e estar bem informado é mais audacioso que portar metralhadoras. Em 2012, ele lançou A Guerra Não Declarada na Visão de um Favelado, seu primeiro livro. Em 2016 lança volume 2 com mesmo título. Na palestra fala dos livros, seu cotidiano e a realidade de quem mora na periferia.

Rappek – Show Tropical | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 19h.

O show Tropical apresenta o novo trabalho artístico de Rappek. Inspirado por suas vivências pessoais e com uma vibe litorânea, o artista aborda temas como praia, verão e festividades da época. Além do título, a apresentação se desenvolve como uma linha do tempo, unindo e conectando faixas de todo seu repertório, onde o diálogo age como um veículo que transporta o ouvinte para diversas situações cotidianas que possam causar reflexões… é a mescla perfeita entre informação, autoconhecimento, denúncia e diversão.

Batalha do Rodoanel – BDR | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 20h.

Batalha do rodoanel, mais conhecida como BDR, tem o intuito de trazer a essência do hip-hop nas batalhas e realiza um espetáculo de roda cultural, convidando alguns MCs de Freestyle para realizar uma Batalha de MCs de forma mais tradicional e algum artista local para realizar um pocket-show, criando assim uma nova oportunidade para o artista.

LEALL – Faça dinheiro e se mantenha vivo | Casa de Cultura Hip Hop Leste. Às 21h.

O MC carioca, LEALL, conhecido por ser um dos maiores nomes do Grime/Drill brasileiro, vem ganhando reconhecimento e acumulando feitos numa carreira de pouco mais de 3 anos. Vanguarda de um gênero, um dos maiores discos do ano, primeiro clipe brasileiro numa loja oficial da NIKE e com mais de 50 milhões de reproduções online.

O cantor e compositor nascido na zona norte carioca ganhou notoriedade em 2019, quando alcançou números estratosféricos com o single “Cachorrada”. O clipe marcou a cena do rap brasileiro, numa mistura de imagens da realidade Fluminense, bailes funk dos anos 90 e blogueiras famosas, LEALL inovou na estética do Grime, com a cara de Brasil.”

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