Ibovespa fecha em leve queda e dólar atinge maior cotação desde 30 de março
O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira em queda moderada, enquanto o dólar avançou à maior cotação desde 30 de março. O fechamento ocorreu às 17h02 (Brasília UTC-3).
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,21%, atingindo 168.668,72 pontos. No pregão, a mínima registrada foi de 168.129,61 pontos e a máxima de 169.645,78 pontos. O desempenho do dia foi influenciado, principalmente, por perdas nas ações da Vale, em um pregão de volume reduzido e sem direção definida.
O volume financeiro do dia somou R$ 20,9 bilhões, abaixo da média diária de R$ 28,2 bilhões no mês e de R$ 34,7 bilhões no ano. Segundo Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, o mercado esteve “um pouco lateralizado” e os investidores aguardam novos catalisadores para um movimento mais expressivo. Ele disse que o mercado está à espera de informações.
Desde as máximas históricas alcançadas em abril, quando havia expectativa de que o índice pudesse chegar a 200 mil pontos, o Ibovespa acumula queda de 15%, pressionado pelo fluxo negativo de investidores estrangeiros na bolsa paulista.
No exterior, o barril do petróleo Brent fechou em alta de 1,3%, a US$ 94,25, após ter saltado mais de 5% no início da sessão em meio à sequência de ataques entre Irã e Israel. O avanço dos preços amenizou depois que ambos os países afirmaram ter interrompido os ataques, em resposta a um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,3%.
Dólar fecha em maior alta desde 30 de março
No mercado cambial doméstico, o dólar à vista encerrou em alta de 0,50%, a R$ 5,18 — a maior cotação desde 30 de março, quando chegou a R$ 5,25. No ano, a moeda americana acumula queda de 5,61%.
Às 17h02, o contrato futuro de dólar para julho, o mais negociado na B3, avançava 0,20%, cotado a R$ 5,21. Durante o dia, a moeda oscilou: bateu mínima de R$ 5,13 às 9h37 e máxima de R$ 5,19 (+0,79%) às 11h17.
Imagem: gráfico econômico
O cenário internacional foi marcado por ataques entre Irã e Israel, com Teerã afirmando que retomaria as ações caso Israel continue atingindo o Hezbollah no Líbano. Às 17h13, o índice do dólar, que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,07%, para 100,010.
No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim do ano passou de R$ 5,16 para R$ 5,15. As expectativas para a Selic foram revistas para 13,50% em 2026 (de 13,25%) e 11,50% em 2027 (de 11,25%). Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.
O mercado segue atento a novos desdobramentos internacionais e domésticos que possam orientar os próximos movimentos da bolsa e do câmbio.
Com informações de Forbes