Zuckerberg diz que agentes de IA da
A Meta lançou um agente de inteligência artificial voltado para empresas em seus serviços WhatsApp, Instagram e Messenger e o CEO Mark Zuckerberg afirmou que, com o avanço dos modelos, a ferramenta poderá assumir amplamente funções operacionais e, no futuro, “ajudará você a administrar todo o seu negócio”.
A novidade foi anunciada em um discurso gravado em uma conferência em Londres e disponibilizada globalmente na quarta-feira (3). A ferramenta autônoma já é capaz de responder perguntas de clientes, agendar compromissos e finalizar vendas, e a empresa diz que suas capacidades serão ampliadas para incluir pesquisa de mercado, inteligência competitiva e integração com sistemas de calendário corporativos.
A Meta vinha testando o agente em alguns países em escala limitada antes do lançamento e afirma que 1 milhão de empresas já utilizam a solução. Atualmente o serviço é gratuito, mas a companhia pretende transformá-lo em um produto de assinatura com diferentes níveis de preço nos próximos meses.
Além do lançamento para pequenas e médias empresas nas plataformas de mensagens, a Meta anunciou uma plataforma separada de agentes para grandes clientes que já operam no WhatsApp. Esse serviço específico será cobrado por uso, em vez de adotar um modelo de assinatura fixa.
Segundo a própria Meta, mais de 200 milhões de pequenas empresas usam o WhatsApp. Em dezembro, a empresa informou ter alcançado uma taxa anualizada de US$ 2 bilhões com serviços pagos de mensagens na plataforma.
A iniciativa faz parte da estratégia da companhia de diversificar receitas, saindo do modelo centrado em anúncios e consumidor para oferecer assinaturas e serviços a clientes corporativos. Paralelamente, a Meta tem ampliado investimentos em infraestrutura de IA, que podem chegar a US$ 145 bilhões em despesas de capital neste ano.
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O negócio principal de publicidade permanece sólido, mas a métrica de usuários ativos diários teve uma queda sequencial pela primeira vez desde que a Meta passou a reportá-la, em 2019. Em resposta a preocupações de acionistas sobre maiores investimentos em data centers, Zuckerberg disse que iniciar um negócio de computação em nuvem está “definitivamente na mesa”.
Sobre potenciais clientes interessados em capacidade computacional, ele afirmou: “Quase toda semana, há empresas de fora que nos procuram para criar um serviço de API ou perguntam se temos capacidade computacional para vender. Ainda não fizemos isso porque acreditamos que temos uso interno para esse poder de computação. Mas, se chegarmos ao ponto de sentir que construímos capacidade em excesso, essa é uma opção.”
A Meta também anunciou recentemente novas assinaturas para Instagram, Facebook e WhatsApp e começou a testar assinaturas para seu chatbot de IA. A empresa planeja, a longo prazo, criar agentes para seus 3,5 bilhões de usuários diários, abrangendo usos pessoais e empresariais. Em sua última teleconferência de resultados, em abril, Zuckerberg afirmou acreditar que o futuro verá um “aumento massivo do empreendedorismo, com pessoas criando coisas que sempre quiseram que existissem, mas que antes não tinham ferramentas para isso”.
Com informações de Investnews