Instagram e outros apps da
San Francisco — A Meta anunciou nesta terça-feira medidas para diminuir a exibição de conteúdos potencialmente prejudiciais a usuários adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger. A iniciativa marca a primeira grande alteração de política da empresa desde que, em março, um júri a considerou responsável por danos a uma jovem relacionados ao design de suas plataformas.
Segundo a companhia, os novos controles vão limitar a frequência com que perfis de adolescentes recebem publicações sobre temas como nutrição, musculação e ansiedade nos feeds. A Meta afirmou que esse tipo de material “pode ser útil, mas precisa ser equilibrado com outros tipos de conteúdo, e não exibido repetidas vezes”, e que está testando maneiras de evitar a repetição excessiva dessas postagens.
O sistema de classificação de conteúdo, inspirado nas faixas etárias utilizadas em filmes e lançado originalmente no Instagram em outubro, será estendido para abranger também o Facebook e o Messenger. A empresa ressaltou que centenas de milhões de adolescentes usam diariamente seus aplicativos, que incluem ainda o WhatsApp.
As alterações integram o programa Teen Accounts, criado em 2024, que já havia tornado automaticamente privados os perfis de usuários adolescentes e oferecido mais ferramentas de controle aos pais. A Meta informou que trabalhou com a organização Alice, dedicada à confiança e segurança online, para avaliar a efetividade das políticas, e que pediu a pais que analisassem milhões de conteúdos para calibrar o sistema de moderação.
O anúncio ocorre em meio a crescente pressão sobre a Meta relacionada à segurança infantil: a empresa responde a milhares de processos movidos por pais, procuradores-gerais estaduais e distritos escolares. Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por prejudicar uma jovem com recursos como rolagem infinita e filtros de beleza. No mesmo mês, um júri no Novo México condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões por infrações a leis estaduais de proteção ao consumidor, incluindo facilitação de exploração sexual, em ação movida pelo procurador-geral do estado.
Imagem: Imagem Divulgação
Além das mudanças nos feeds, a Meta já vinha adotando medidas relacionadas a chatbots e inteligência artificial. Em janeiro, a empresa impediu que adolescentes enviassem mensagens para personagens de IA no Instagram; agora, conversas entre adolescentes e o chatbot Meta AI passarão a obedecer às mesmas restrições de conteúdo aplicadas pelo sistema de classificação “estilo cinema”.
As novas regras começarão a ser testadas gradualmente enquanto a Meta monitora a eficácia das medidas.
Com informações de Infomoney