O que leva um profissional a chegar ao C‑level nas maiores empresas
Uma análise sistemática dos perfis dos líderes das maiores empresas dos Estados Unidos mostra padrões recorrentes sobre como profissionais chegam ao C‑level. O estudo acompanhou cargos executivos nas empresas do S&P 500, mapeando tempo no posto, trajetórias de carreira e mudanças nas nove funções executivas mais comuns: diretor‑presidente (CEO), diretor de operações (COO), diretor financeiro (CFO), diretor de marketing (CMO), diretor de recursos humanos (CHRO), diretor jurídico (CLO), diretor de cadeia de suprimentos, diretor de tecnologia da informação (CIO/CTO) e diretor de comunicação.
O levantamento destaca cinco observações centrais úteis para quem deseja atingir níveis executivos:
1. Promoções internas predominam
Quase 60% dos líderes em funções de C‑level nas empresas do S&P 500 foram promovidos dentro da própria organização — e essa proporção pode chegar a 80% dependendo da função. As nomeações internas vêm crescendo desde 2020, quando 55% dos executivos observados haviam sido escolhidos internamente.
2. Experiência prévia na mesma função facilita contratações externas
Quando as empresas recorrem a contratações externas para cargos de C‑level, elas costumam priorizar candidatos com experiência direta: 57% dos executivos contratados de fora já haviam ocupado a mesma função em outra companhia, aberta ou fechada.
3. Trocas na presidência abrem vagas no alto escalão
Os CEOs analisados têm o maior tempo médio no cargo — 7,8 anos — enquanto a maioria das outras funções registra média de quatro a cinco anos. Essa longevidade do CEO tende a provocar substituições nas principais áreas ao longo de sua gestão.
4. Algumas funções oferecem mais oportunidades que outras
A presença das nove funções varia entre as empresas. Observou‑se redução na proporção de CMOs, hoje em torno de 70%, à medida que companhias adotam modelos regionais ou por unidade de negócios, ou fundem responsabilidades de vendas, marketing e experiência do cliente em cargos voltados à área comercial ou de receita.
5. Diversidade melhora, mas com variação entre cargos
No total, 43% das vagas de C‑level nas empresas do S&P 500 são ocupadas por mulheres e por pessoas de grupos étnicos e raciais historicamente sub‑representados. A diversidade aumentou em comparação com cinco anos atrás, mas a representatividade difere conforme a função.
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Traçando um caminho até o C‑level
Além do conhecimento técnico e do domínio da área, a pesquisa identifica competências e experiências que ajudam profissionais a avançar: capacidade de colaboração e de influenciar, liderança de pessoas, autoavaliação e adaptabilidade. Rotação entre funções, vivência com P&L e exposição a diferentes unidades de negócios e áreas funcionais preparam executivos para papéis mais amplos e complexos.
Profissionais aspirantes ao C‑level podem desenvolver essas competências mesmo sem programas formais, por meio de ações concretas: trabalhar desde já para incorporar as qualidades de liderança desejadas; apoiar o sucesso de colegas; realizar avaliações pessoais anuais com honestidade; conservar uma perspectiva externa ao próprio negócio; reconhecer que o trabalho no C‑level tende a ser diferente e possivelmente mais desafiador; e manter curiosidade e humildade.
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Com informações de Infomoney