Braço-direito de Zuckerberg assume missão de tornar
TRANSMISSÃO: CazéTV
Andrew “Boz” Bosworth foi designado por Mark Zuckerberg para liderar a transformação da Meta em uma companhia orientada por inteligência artificial, em uma movimentação que ocorre após semanas de tensão interna motivadas por rumores de demissões e por medidas de coleta de dados para treinar agentes de IA.
Funcionários haviam sido informados de que cliques e movimentos de mouse seriam monitorados para alimentar agentes capazes de operar computadores, iniciativa que gerou críticas e uma petição interna contra a medida. Em resposta, Bosworth afirmou que a oposição à participação voluntária não seria atendida e orientou empregados preocupados com privacidade a não acessar e-mails pessoais em dispositivos corporativos.
Com 44 anos, Bosworth está há mais de duas décadas próximo de Zuckerberg. Ele entrou no Facebook em 2006, quando a empresa tinha menos de 100 funcionários, após cursar ciência da computação em Harvard, onde foi monitor de um curso de introdução à inteligência artificial frequentado por Zuckerberg. Entre suas contribuições iniciais está a engenharia do News Feed, além de ter liderado a expansão da publicidade móvel, que hoje é uma operação bilionária na Meta.
Histórico e controvérsias
Bosworth consolidou reputação de executivo direto e por vezes provocador, escrevendo memorandos internos contundentes e participando de debates públicos. Em 2016, um texto seu defendendo a estratégia de crescimento do Facebook mesmo diante de riscos relacionados a cyberbullying e terrorismo causou indignação após o vazamento. Posteriormente, assumiu a área de realidade virtual e aumentada, comandando a aposta no metaverso, que não atingiu as expectativas iniciais e teve recursos realocados para outras frentes.
Em outro episódio controverso, quando a Meta anunciou desenvolvimento de tecnologias militares para soldados americanos, Bosworth ingressou na reserva do Exército dos EUA, decisão que também gerou descontentamento entre funcionários.
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Nova função na Meta
Na nova missão, Bosworth promoverá mudanças organizacionais para acelerar o uso de IA no cotidiano da empresa, incluindo equipes grandes com poucos gerentes e a substituição de documentos de planejamento por protótipos práticos. Em memorando interno, ele afirmou que agentes de IA passarão a executar grande parte das tarefas, e que o trabalho humano será direcionar, revisar e aprimorar esses agentes.
Parte das mudanças já se refletiu em cortes e realocações: na quarta-feira (20), a Meta demitiu 8 mil funcionários e transferiu outros 7 mil para funções relacionadas à inteligência artificial. Bosworth também supervisionará uma nova divisão de engenharia aplicada à IA, criada para acelerar o desenvolvimento de modelos capazes de competir com empresas como OpenAI e Anthropic. A seu favor há um pacote de remuneração que pode chegar a quase US$ 1 bilhão caso consiga aumentar o valor de mercado da Meta em 500% nos próximos cinco anos.
O executivo abraçou a função com entusiasmo e passou a defender a ampliação do uso de IA em tarefas diárias, com foco na automação máxima dos processos possíveis.
Com informações de Investnews