Empreendedorismo

Ibovespa Fecha em Queda — 18/06/2018

22.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira, ampliando uma correção iniciada em abril e registrando a maior sequência de perdas semanais desde 2018. O recuo do índice reflete saída de investidores estrangeiros e aperto nas expectativas para a economia doméstica.

O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,81%, fechando a 176.209,61 pontos. No pregão, a máxima registrada foi de 177.648,58 pontos e a mínima de 174.893,37 pontos. O volume financeiro do dia somou R$20,96 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,61%, marcando a sexta semana consecutiva de baixa. A última série de seis semanas em queda ocorreu entre 14 de maio e 18 de junho de 2018. A única sequência maior registrada anteriormente teve sete semanas, entre abril e maio de 2004.

O movimento de ajuste, iniciado quando o índice superou 199 mil pontos em abril, tem sido impulsionado pela retirada de recursos por investidores estrangeiros. Segundo dados da B3 até o dia 20, o saldo de maio foi negativo em R$11,7 bilhões, excluindo ofertas primárias e secundárias. Abril fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões, embora até 15 de abril o saldo fosse de R$14,6 bilhões. No acumulado do ano, a bolsa registra entrada líquida de R$44,8 bilhões.

Estrategistas apontam para uma rotação de capital em direção ao setor de tecnologia, beneficiando ações dos Estados Unidos e de mercados asiáticos emergentes, além de citarem a perspectiva de um ciclo de queda de juros mais lento no Brasil e a incerteza do cenário eleitoral como fatores de pressão.

No exterior, o S&P 500 subiu 0,37%, mantendo-se próximo da máxima histórica, apesar de declarações de dirigentes do Federal Reserve que sinalizaram redução do “viés de flexibilização” no comunicado do banco central, tema que abriu espaço para especulações sobre elevações de juros. A posse de Kevin Warsh como chair do Fed também esteve no radar dos investidores.

Destaques

• Setor financeiro em baixa: ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,72% após dois pregões de trégua; BRADESCO PN caiu 1,56% e SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,78%. Em contrapartida, BANCO DO BRASIL ON avançou 0,58%.

• No setor de mineração e siderurgia, VALE ON subiu 0,57% apesar da queda dos futuros do minério na China. USIMINAS PNA teve alta de 5,61% e CSN ON subiu 6,15%; GERDAU PN valorizou-se 2,17%. O grupo Aço Brasil informou aumento de 1,1% na produção em abril na comparação anual.

• AZZAS 2154 ON avançou 3,86% em meio a discussões entre acionistas e contratação do Itaú BBA como assessor financeiro para avaliar oportunidades estratégicas e eventuais desdobramentos societários.

Imagem: Redprodução Getty Images

• COPASA ON subiu 2,25% após anunciar pedido de oferta pública secundária que tende a privatizar a companhia de saneamento de Minas Gerais; a precificação da oferta está prevista para 2 de junho, com divulgação do investidor de referência um dia antes.

• MINERVA ON caiu 6,2% e MBRF ON recuou 4,05%; JBS, listada também nos EUA, cedeu 0,53%. CYRELA ON perdeu 3,93%, e o índice do setor imobiliário da B3 recuou 2,5%.

Dólar

O dólar à vista fechou em alta, acompanhando ganhos da moeda norte-americana frente a várias divisas em um dia de cautela sobre as negociações de paz envolvendo EUA e Irã. A cotação subiu 0,57%, a R$5,0289. No acumulado da semana a divisa teve queda de 0,74% e registra recuo de 8,38% no ano.

Após atingir a mínima de R$4,9973 (-0,06%) às 9h59 (Brasília UTC-3), a moeda subiu até R$5,0328 (+0,65%) antes de encerrar pouco abaixo desse patamar. Em ações para rolar vencimentos, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em dois leilões de linha e ofertou 50.000 contratos de swap cambial tradicional. Às 17h09, o índice do dólar que mede a moeda frente a uma cesta de seis divisas subia 0,09%, a 99,289.

O mercado segue atento às negociações internacionais e a sinais de política monetária que podem influenciar fluxos para ativos domésticos.

Com informações de Forbes

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