Um pouco do que rolou no Lollapalooza 2019

Música 2 semanas atrás

*Foto por: Reprodução // Lollapalooza

Aconteceu nesse fim de semana a oitava edição do Lollapalooza, um dos maiores festivais que rola aí pelo mundão. O evento aconteceu entre os dias 5,6 e 7 de abril, no Autódromo de Interlagos e reuniu um monte de gente foda, tipo o Kendrick Lamar, Post Malone, IZA, Arctic Monkeys e assim vai.

O festival fechou com grande estilo com um show histórico do Kendrick Lamar. O rapper estadunidense mostrou alguns sons do “DAMN.” (2017), “To Pimp a Butterfly” (2015) e “good kid, m.A.A.d city” (2012), dois hits da trilha sonora de “Pantera Negra“, e mais. Pra quem duvida que rap não levanta a galera o suficiente pra ser headliner, esse show veio pra calar a boca de geral. Era difícil ver alguém que não tivesse mandando o passinho durante a apresentação do Kendrick. Durante o show, o rapper falou várias vezes que estava feliz de estar no Brasil e que sabia que tinha demorado muito pra vir, mas que o melhor sempre se deixa por último. Quando ele tocou a última música do setlist, “All the Stars“, sorrindo, ele ainda disse que não queria sair do palco, que queria continuar o show, mas que iam expulsar ele. Assim, ele se despediu e disse que irá voltar.

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Eu tô NO CHÃO com essa participação especial do @kevinochris no show do @postmalone 😱 #PostMaloneNoMultishow #LollaBRNoMultishow

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Se a galera dúvida da potência do rap, do funk, então, nem se fala. O MC Kevin o Chris, um dos mais estourados do momento, veio pra provar o contrário. O carioca subiu no palco no show do rapper Post Malone e cantou dois de seus hits, “Ela é do Tipo” e “Vamos pra Gaiola”, o bagulho foi tão insano que o coro era igual ou maior que ao coro dos maiores sucessos do Post. Juntando isso e o show do Kevinho no Lolla Chile, é bom que o evento abra os olhos de vez e bote um funk na programação de 2020.

Além desse grande momento, a pernambucana Duda Beat aproveitou seu espaço, no sábado, pra se manifestar e em um momento do show, pediu liberdade para o DJ Rennan da Penha. Ainda sobre manifestação, a banda Portugal. The Man, que tocou na sexta, levou uma tribo indígena para o palco, e os índios falaram sobre demarcação de terra.

Outro grande show do Lolla foi do rapper carioca BK, que levantou o público com os temas de seus discos “Castelos e Ruínas” e “Gigantes“. Também no domingo, a cantora pop Iza mostrou o que é um verdadeiro show de pop e cantou, dançou e esbanjou carisma no palco.

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Terceiro dia de festival a gente se depara com shows incríveis de IZA, Interpol, BK' e Luiza Lian. E não acabou, hein? Tem muito mais pela frente. Quem aí ainda tem fôlego pra reta final do #LollaBR 2019? . . 📸 @flashbangmediahouse

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Com o preço nas alturas, nenhum dos três dias do evento bateu mais de 100 mil pessoas. Ano passado, todos os três dias bateram o número. A quantidade de gente, menor do que de 2018, fez com que algumas coisas ficassem mais fáceis, tipo não ficar cem anos na fila do banheiro, conseguir comer rápido (apesar dos preços) e essas coisas. Além disso, essa foi a primeira vez que o evento deu água de graça. Em cada palco tinha a estação da água, que era só retirar uma garrafinha e encher a vontade.

Agora, resta esperar o que é que o Lollapalooza vai separar para o público em 2020.

Autor:
Redação

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