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“Precisei provar pra mim que eu era mil grau mesmo”, reflete MC Hariel sobre 2021

29.12.2021 | Por: Gabriela Ferreira

Um dos ídolos do MC Hariel, Chorão resumiu bem o que é a vida na música “Dias de Luta, Dias de Glória“, e podemos dizer que o ano de 2021 de Hariel, e de muita gente, foi pique isso. Para aproveitar aquela reflexão de finaleira do ano, o Portal KondZilla trocou um papo com o MC sobre esse ano tão longo. Pega a visão:

MC Hariel é estourado de não é de hoje, mas em 2020, a carreira do funkeiro paulistano tomou outras proporções, ainda mais depois do lançamento de “Ilusão (Cracolândia)“, som em parceria com Alok, MC Ryan SP, Salvador da Rima, MC Davi e DJ W, que acabou atingindo um público novo. 

Mas, o ano de 2021 não começou da melhor forma. Em março, MC Hariel foi acusado, e inocentado pouco tempo depois, em um processo por associação ao tráfico de drogas. Pouco tempo depois, por causa da exposição que um programa jornalístico fez da casa do MC, ele teve a casa invadida e assaltada. 

Em maio, veio um baque que mexeu com o Brasil todo. Um dos amigos mais próximos do Haridade, e um dos maiores MCs da atualidade, MC Kevin morreu aos 23 anos.

No meio de todas as truculências da vida pessoal, além de assinar com a Warner, MC Hariel estava se preparando para um seus projetos mais ousados: o DVD “Mundão Girou”, em comemoração aos dez anos de carreira, que além de conter vários sucessos  lançados ao longo desse ano, também conta com dez sons inéditos, cada um refletindo sobre um ano diferente.

“Passei esse ano lembrando do passado pra ter noção de como o mundão girou mesmo. Tentei lembrar de tudo que aconteceu, o que eu estava sentindo. Foi um bagulho pesado, em certas horas, a gente estava no estúdio com um monte de gente e eu chorando, com nó na garganta. Mas era o que eu precisava fazer no momento. São dez anos de carreira e eu não podia falar de outra coisa a não ser a minha história”, comenta MC Hariel sobre o processo de produção das músicas do DVD. 

Além de ter que repassar dez anos de muito corre e momentos difíceis, a pandemia também fez Hariel repensar alguns aspectos da vida, como a importância de ter um tempo pra passar em família.

“Recebi a notícia que vou ser pai e estou me projetando pra fazer uma última pancada de show agora, e assim que meu filho nascer, pretendo pegar mais leve, fazer uns bagulhos mais acertados. Acho que não vou mais ficar batendo tanta perna do jeito que somos acostumados e gostamos, pelo menos até ele crescer um pouco porque quero estar perto. Sei que vou ter que trabalhar porque tô correndo pra não morrer devendo, mas vou ficar com o meu filho porque esse sempre foi o meu maior sonho desde que meu pai morreu. Ele é o momento que eu quero viver mais que qualquer um”, diz. 

Pode ser que a agenda de show do MC dê uma encurtada, mas pode ter certeza que lançamento não vai faltar. “Esse ano me segurei muito pra não lançar muita música por causa do DVD, e mesmo assim a gente soltou umas 25 ou 30 músicas. Mas depois do DVD tem muita coisa pra sair. Se pá tem uns dois discos de sons que ficaram de fora do ‘Mundão Girou’ porque tinha que escolher dez”, antecipa o MC. 

2021 foi um ano intenso, com muitas ondulações na vida pessoal do funkeiro, mas também deixou alguns aprendizados para o futuro.

“Aprendi a tentar blindar mais a minha mente. A gente sempre fala que tem a mente blindada e que tá pronto pra várias situações antes delas acontecerem, quando elas acontecem, a gente tem que estar pronto mesmo. Várias vezes durante esse ano precisei provar pra mim que eu era mil grau mesmo, que não adiantava só cantar que eu era daora, eu tinha que ser daora na vida real mesmo, quando o coro comia. A gente não pode só cantar isso, a gente tem que viver. Aprendi também que não adianta querer que todo mundo seja igual e pense da mesma maneira. Se fosse assim, não existiria Corinthians e Palmeiras”.

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