Medley considera venda de medicamentos em supermercados oportunidade para ampliar acesso
A Medley enxerga a autorização para comercialização de medicamentos em supermercados no Brasil como uma oportunidade para ampliar o acesso da população a produtos farmacêuticos, afirmou a diretora-geral da empresa, Lucia Rossato, em entrevista exclusiva ao InfoMoney Entrevista.
Segundo Rossato, a abertura de novos pontos de venda não elimina a importância das farmácias tradicionais, que permanecem relevantes no modelo de distribuição. A executiva ressaltou que a operação nos supermercados deve ocorrer dentro de limites regulatórios bem definidos, de modo a preservar as responsabilidades inerentes ao setor farmacêutico.
Rossato comparou a chegada dos supermercados ao varejo farmacêutico com o crescimento do comércio eletrônico de medicamentos, que ganhou espaço após a pandemia e já representa parcela significativa das receitas de algumas redes — chegando a mais de 20% do faturamento em determinados casos. Para a diretora-geral, essa experiência demonstra que canais alternativos podem coexistir sem substituir integralmente as farmácias tradicionais.
A executiva lembrou que cerca de 80% do portfólio da Medley é formado por medicamentos sujeitos a prescrição médica. Esses produtos não podem ser divulgados diretamente ao consumidor e continuarão a ser comercializados atrás do balcão, conforme regras vigentes. Rossato afirmou que a indústria acompanha a discussão regulatória para se adaptar às definições finais e garantir que os limites sobre promoção e venda sejam respeitados.
Além disso, a empresa reforça que medicamentos devem ser utilizados conforme orientações da bula, enfatizando a necessidade de controles e de informação adequada ao paciente, independentemente do canal de venda escolhido.
Imagem: Imagem Divulgação
O posicionamento da Medley foi apresentado no contexto do debate público sobre a nova legislação que permite a venda de determinados medicamentos em supermercados, tema que tem mobilizado atores do setor farmacêutico, varejistas e órgãos reguladores para definir as regras de operação e fiscalização.
A notícia reflete a visão oficial da companhia sobre a mudança regulatória e a expectativa de que a expansão de canais contribua para uma maior disponibilidade de medicamentos à população, sem substituir o papel das farmácias especializadas.
Com informações de Infomoney