Na Taça da Diversidade, o futebol é tudo junto e misturado

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Léo Caldas // Portal KondZilla

Esporte | 25/06/2019 13:53:09

Anexo faltante

Em meio às comemorações da semana de Orgulho LGBT, rolou a primeira edição do campeonato Taça da Diversidade, um torneio de futebol que reúne times LGBTS, femininos e até misturado com jogadores héteros em prol da união. O evento aconteceu na Arena Ibrachina, na Mooca, e o Portal KondZilla colou lá pra acompanhar o torneio.

Disputaram o prêmio dez times: Migues, Afronte, Predadores, Real Centro, Predadores, Bulls, Fumuca, Meninos Bons de Bola, Capital, Natus e os Bárbaros. O evento teve a abertura logo de manhã, às 9h, com a participação da vereadora Soninha, que colou lá pra falar sobre a importância da diversidade e contra todos os preconceitos. As meninas do Instituto Casa Florescer, uma ONG que acolhe mulheres e homens trans, também participaram falando sobre suas experiências, a importância do trabalho da Casa e como os trans precisam de nossa ajuda.


Soninha falou sobre a importância da diversidade


Virginia Rosa durante o hino nacional


Maurício Silva Lima, um dos idealizadores do evento

Antes dos jogos começarem, a cantora Vírginia Rosa cantou o hino nacional e logo depois a bola começou a rolar. Se você acha que o futebol LGBT não tem craque e nem profissionalismo, se engana. Todos os times deram tudo de si durante o dia inteiro em busca do tão sonhado primeiro lugar.

Uma coisa muito foda do campeonato é que todo mundo é muito amigo, é quase como se fosse uma reunião de amigos, e não uma competição. Todo mundo era muito respeitoso, mesmo quando rolava aquelas faltas cabulosas, os jogadores envolvidos se desculpavam e se abraçavam.

Eu que tenho muitos amigos e amigas LGBTs adoro o humor dessa galera, essa foi uma das coisas que eu mais curti de todo o campeonato. Era muito bom humor e risadas tanto dos jogadores como da torcida, que se animou tanto que cantou até “Ilariê” por causa do Xuxa, jogador do Real que recebeu esse apelido por conta da sua aparência: loiro e de olhos azuis. Alguns times tinham a torcida mais forte que as outras, e quando algumas dessas equipes eram eliminadas, o pessoal arrumava já outro time pra torcer e a festa continuava normalmente.

Depois de muita diversão e muitos gols, o campeonato chegou no seu pódio. O time mineiro Predadores terminou em terceiro lugar, o Bulls em segundo e o Real Centro levou a melhor depois de um placar de 6 a 2 contra o Bulls.

Na hora da premiação, além das equipes vencedoras, o Meninos Bons de Bola, o primeiro time inteiro de pessoas trans, também foi homenageado com o prêmio Jogo Limpo por sua performance durante todo o dia. O melhor goleiro foi o do Real Centro e o artilheiro do dia foi o jogador Will Fernandes, do time Bulls.

 

Com essa proposta de não ser só focado em homens gays, o torneio mostrou que é possível geral jogar junto de igual pra igual e ainda reforçou o quanto o esporte é divertido, como ele tem o poder de unir as pessoas.

A segunda edição do evento já está sendo pensada, quem sabe, outros torneios de futebol com propostas inclusivas não apareçam, não é mesmo? Além da Taça da Diversidade, ainda tem a Champions Ligay e o Taça das Favelas, que a gente colou pra prestigiar. Torneios tipo esses, que fogem da proposta do futebol que a gente vê na TV ajudam a atrair mais pessoas pro esporte, e quanto mais gente, melhor e mais diversificado.

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