Do gospel ao funk, MC Lynne quer viver da arte de cantar

Autor: Wenderson França

Fotos por: reprodução // Josué Alves

Funk Consciente | 02/08/2019 12:05:44

Anexo faltante

O funk tem vivido grandes momentos, novos artistas têm surgidos, o cenário tem se renovado. Falamos recentemente sobre a caminhada do MC M10 até o lançamento de “Sentou e Gostou”, mais um dos novos artistas que tem se destacado no funk e também participando da série Sintonia que estreia no próximo dia 9 de agosto, sexta-feira. Hoje falaremos de Aline Freire de Campos Souza, 21, ela é conhecida pelo nome artístico MC Lynne, de origem evangélica, e vem das quebradas do Campo Limpo trazendo uma das vozes mais potentes da nova geração do funk. Cola com o Portal KondZilla para entender essa história.

MC Lynne, acredita não só ter encontrado o seu espaço na música, mas sim que nasceu para isso. “Costumo dizer que não foi eu que cheguei até o funk, e sim o funk veio até mim. Apesar de crescer na periferia e estar sempre cercada de funk, rap, vivi fixa ao estilo gospel durante muito tempo por fazer parte desse movimento”.

A aproximação com o funk mudou sua vida e a fez descobrir que poderia ser grande em uma arte marginalizada. “O contato com o funk mudou minha forma de ver a música, o mundo e rever conceitos sobre mim mesma. Descobri então que tinha nascido pra ser MC, só não sabia disso antes”.

O processo de escolha e decisões precisa ser algo muito legítimo consigo mesmo. Alguns nascem sabendo o que realmente querem fazer, outros se descobrem. O que ambos têm em comum é o compromisso da evolução, e Lynne tem buscado o seu. “Estou estudando e buscando me aprimorar cada vez mais no cenário do funk através de aulas de música, dança e diversas outras formas”. Nessa caminhada o apoio dos amigos e família é primordial para o desenvolvimento artístico. “Como meu esposo é professor de história, ele me incentivou a buscar a história do funk e eu apaixonei mais e mais”.

A música é realmente algo que nos acompanha em todos os lugares. Para Lynne a música já era presente em sua vida desde sempre. “Eu sinto que nasci artista, é como se [a música] fizesse parte do meu DNA. Até no meu processo de desenvolvimento escolar eu sempre dava um jeitinho de por arte em tudo”. Já na adolescência o sonho de viver da arte aumentou. “Aos 15 anos tatuei notas musicais no corpo, sempre soube que a música seria minha vida e de alguma forma queria eternizar isso. Nunca tive dúvidas sobre o meu amor pela música”.

A arte é livre e não se apega a padrões. Mesmo assim, Lynne vem trabalhando um pouco na contramão do comum. A cena de BH anda explodida e recentemente falamos das “Malokonas”, duas garotas, que assim como a MC, vem ousando nas vestimenta e também desconstruindo a funkeira que só rebola.

“Devemos ser quem realmente somos, independe do contexto em que estamos inseridos. Já recebi diversas críticas em relação a minha aparência quando atuei em outras áreas, por estar sempre fora do padrão estabelecido”. Lynne ainda deu o papo. “Sempre digo que padrões são gaiolas que nos faz pensar que estamos presos, mas não estamos. Ser quem realmente somos é muito mais simples do que parece”.

A jovem cantora do funk, além de ser uma promessa, vem com força para quebrar os padrões de ‘objetificação’ da mulher no funk’ “Hoje na KondZilla, tendo contato com meus colegas de trabalho do funk, pude me surpreender ao notar o respeito e compreensão em relação a esses assuntos. Infelizmente, estamos sim inseridos em uma sociedade machista e ainda existem canções que são reflexo dessa sociedade em que vivemos, mas a KondZilla tem ido na contramão desta ideia e fico feliz em fazer parte de um empresa consciente”. explicou Lynne que prometeu trazer músicas para meter o pé na porta. “Futuramente vou lançar músicas que abordam o machismo, vou também trazer o empoderamento da mulher à tona”.

Ainda muito nova no cenário do funk, Lynne usa da sua voz potente para brigar contra temas que acredita. A artista falou um pouco como enxerga o cenário do funk que é mesmo sua nova paixão. “O funk hoje é representatividade, até mesmo fora do Brasil, da nossa cultura. Bendita a década de 60 que nos abençoou com o início desse gênero que, hoje, tomou uma proporção gigante. A voz da favela alcançou o mundo e vai alcançar muito mais. O cenário do funk é inovador, cativante e sem compromisso com o falso moralismo da sociedade”.

Gostou do papo com a MC Lynne? então não deixe de acompanhá-la e aproveitar os próximos lançamentos que vem por aí como: “Vou Acelerar” feat com MC MM e “Quem é Você” um pop-funk de arrebentar.

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