As minas estão dominando as paradas musicais
Créditos: Reprodução
- Por Redação

As minas estão dominando as paradas musicais

Alguns anos atrás, qualquer mulher na música era desacreditada simplesmente pelo fato delas serem mulheres. Claro que hoje ainda existe machismo, mas o caminho para as mulheres têm se aberto com o passar dos anos. Ainda não é perfeito, mas a batalha é para que isso se equilibre em breve.

Se formos analisar as paradas musicais, as minas tão no topo, no funk pop: Anitta, Lexa e Ludmilla dominam. Lançou música já logo aparece nas listas de mais tocadas e sempre aparecem nas músicas favoritas pra hit de carnaval.

Lexa, a artista que estourou mais recente, se destacou em 2018, com “Sapequinha”, depois veio só chuva de hit: “Provocar“, “Só Depois do Carnaval“, “Chama Ela” e por aí vai.

A musa, nascida no Rio de Janeiro, canta funk, é sambista e agora apresentadora da TVZ. Ela acumula mais de 900 milhões de visualizações no YouTube somando seus videoclipes e vídeo coreografias. Além de declaradamente feminista, Lexa ainda levanta a bandeira de várias causas.

Ludmilla ganhou o coração de geral em 2012, com “Não Olha Pro Lado“, quando ela ainda se chamava MC Beyoncé. Esse foi só o primeiro sucesso. Depois de se lançar como Ludmilla, vieram vários: “24 horas“, “Hoje“, “Te Ensinei Certin” e por aí vai. Em 2019, vieram os primeiros hits internacionais, “Onda Diferente“, com Anitta e Snoop Dogg e “Malokera“, com MC Lan, Skrillex, Troyboi e Ty Dolla $ign.

Ludmilla representa a força da mulher negra, LGBT e favelada. Ano passado, ao ganhar o prêmio de cantora do ano no Prêmio Multishow, a cantora se emocionou e dedicou o prêmio a todas minas periféricas, e pediu que todas lutem pelos sonhos que parecem impossíveis.

Em “Meiga e Abusada“, segundo single de Anitta, a cantora canta “eu posso conquistar tudo que eu quero”. Hoje, essa frase de 2012 representa muita coisa. Anitta quis se tornar uma artista renomada no Brasil e conseguiu. Sonhou em ser uma artista internacional, e novamente conseguiu. Seu primeiro EP voltado pro mercado de fora, lançado em 2017, conseguiu esse feito, entre eles “Downtown“, com J Balvin, fez sucesso em vários países e abriu portas pra Anitta continuar trilhando sua carreira lá fora. Hoje, Anitta representa a mulher sonhadora, empreendedora, que construiu um império com muita força.

Essas são apenas três cantoras, mais voltadas pro funk, dentre mais dezenas de outras cantoras de outros ritmos musicais, como Marília Mendonça no sertanejo, Luísa Sonza no pop, e várias outras minas que vem metendo o pé na porta da indústria musical para conquistar seu espaço.

Nas ruas, cada vez mais mulheres se jogam no mandela. MC Dricka, o maior nome do fluxo de rua, tem influenciado várias minas a começarem a soltar a voz no mandelão. MC Lynne, uma das poucas minas do funk consciente, tem feito a mesma coisa.

Com letras cada vez mais empoderadas, com realidades diferentes e personalidades diferentes, a música brasileira tem ficado mais diversificada e mais feminista.

Tags relacionadas:

Funk