Em São Paulo, a 23ª Parada LGBTI+ pediu por mais respeito

Autor: Danyelly Carvalho

Fotos por: Renan Felix // Portal KondZilla

Diversidade | 24/06/2019 16:25:43

Anexo faltante

Aconteceu neste último domingo (23), a 23ª edição da Parada LGBTI+ em São Paulo. O evento aconteceu por todo o Brasil em datas diferentes, sendo o domingo seguinte ao feriado de Corpus Christi a data na capital paulistana. O tema deste ano eram os “50 anos de Stonewall“, um conflito que aconteceu em 1969 e virou um marco pelo ativismo LGBTI+. Ainda teve a presença da ex-Spice Girl Mel C, trios patrocinados e shows de artistas como: Iza, Karol Conká, Luisa Sonza e Gloria Groove. O Portal KondZilla colou no rolê e te mostra como foi essa festa.

Neste ano, a concentração começou às 10h no MASP. O primeiro dos 19 trios saiu às 12h em direção a Rua da Consolação. A abertura oficial foi feita pela Drag Queen Tchaka. Outras celebridades como Thammy Miranda, Fernanda Lima, Bruna Linzmeyer e Marta Suplicy também foram prestigiar a Parada. O dia estava ensolarado e quente, haviam diversos banheiros químicos espalhados por toda rota onde os trios iriam passar. Houve distribuição de camisinhas e a segurança e organização estavam bem reforçadas. Estima-se que 3 milhões de pessoas participaram do evento.

                *Na foto: Flávio de listrado e Bruno sem camiseta.

A festa é um dos principais eventos LGBTI+ no país. Bruno dos Santos Barbosa, 24 anos, é de Guarulhos e está em seu 4º ano seguido na parada. Ele sente que “o evento é um local onde pode estar em paz!”. Bruno acredita que cada ano que passa o público tem aumentado.

Seu colega Flávio dos Anjos, 24 anos, de Itaquera, se sente “maravilhoso e liberto”. Este é o 6º ano da Parada LGBTI+ em que Flávio participou. Na opinião dele, a Parada é importante, mas “ainda falta alguns pontos a serem complementados e ajustados para dar ao público LGBTI+ mais visibilidade”.


*Na foto: Natali à direita.

O mais legal desta Parada é a reunião de diversos públicos. Natali Pereira, 18 anos, do bairro Prestes Maia, não é LGBTI+ e ama poder participar do evento. Para ela, ir à Parada traz uma energia positiva. “Me sinto revigorada e com a mente mais aberta a cada edição”. Natali vê o evento como algo importantíssimo para mostrar quem é o público LGBTI+ e também uma “forma de ajudar com que os homossexuais se sintam mais incluídos na sociedade”.


*Na foto: de leque, Dionísio

Muita gente se encontra paulista pra trocar histórias e fortalecer o evento. É o caso de Dionísio Sobrinho, 29, de Guarulhos. Devido às dificuldades enfrentadas quando se assumiu aos 14 anos, ele considera que “hoje a Parada LGBTI+ é um evento festivo que traz liberdade a todos que antigamente não podiam sair após às 21h na rua por sentirem medo de mostrar quem são de verdade”. Ele continua “este evento é mais esperado para os homossexuais que sofrem com suas famílias homofóbicas, a data mais aguardada do ano para eles poderem gritar e serem livres”.

Mesmo com toda a estrutura e visibilidade que a Parada LGBTI+ tem, Dionísio sente falta de ver a militância do público ser representada na TV, que ainda faltam muitos projetos e suportes para acolher a todos que sofrem, são expulsos de casa e são agredidos.

A Parada LGBTI+ é um evento que já entrou no calendário oficial paulistano. Mesmo que com um clima festivo, o que mais se pede é respeito e direitos para essa população. O Brasil ainda é o país que se mais mata trans e tem um número altíssimo de mortes da população LGBTI+. Precisamos entender de uma vez por todas que a sociedade é composta por diversos perfis de pessoas e que precisamos respeitar a todos eles. #SomosPlural

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