Empreendedorismo

Justiça anula falência da centenária Teka e empresa continua em atividade

09.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) revogou a falência da tecelagem Teka em decisão unânime em segunda instância, proferida nesta terça-feira (9). Com isso, a indústria centenária — conhecida por produtos de cama, mesa e banho — permanece em operação.

A Corte aceitou os agravos de instrumento apresentados pelos representantes do atual controlador do grupo catarinense, o FIP Alumni, pertencente à gestora Buriti Investimentos. A decisão anulou a decretação de falência que havia sido determinada em primeira instância em fevereiro do ano passado.

A disputa judicial envolvendo a companhia se arrasta desde então. Em um dos lados estava o escritório Leiria & Cascaes, que atuou como administrador judicial e havia conseguido o deferimento da falência em primeira instância alegando incapacidade de pagamento. Do outro, o FIP Alumni — representado pelos escritórios Chiarottino e Nicoletti Advogados e Modesto, Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados — passou a administrar a Teka em meados de 2025 e ingressou com ações para reverter a situação.

Após assumir a gestão, o fundo injetou R$ 100 milhões na empresa. Em março de 2025, o TJSC suspendeu o processo de falência até a conclusão de uma auditoria financeira independente, destinada a verificar a viabilidade da manutenção das operações da Teka.

Cenário operacional e histórico

A Teka, fundada em 1926 em Blumenau com o nome Tecelagem Kuehnrich — cuja sigla TK deu origem à marca — viveu seu período de maior presença no mercado entre a década de 1990 e 2000. Atualmente, a companhia concentra-se no segmento de enxovais para hotelaria e saúde, atendendo cerca de 5 mil hotéis no país, entre eles Accor, Slaviero e THG.

A produção continua em duas unidades fabris, em Blumenau (SC) e Arthur Nogueira (SP), com um quadro de mais de 2 mil funcionários. A empresa encontra-se em recuperação judicial há 13 anos e já teve passivos que chegaram a R$ 4 bilhões.

Imagem: Divulgação

O FIP Alumni também chegou a deter participação no Grupo Toky, controlador da Mobly e da Tok&Stok, mas se desfez das ações após não conseguir assumir o controle daquela companhia, que segue em recuperação judicial.





A história jurídica da Teka segue agora com a empresa operando sob o regime de recuperação judicial, após a revogação da falência pelo TJSC.

Com informações de Investnews

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