Empreendedorismo

Johnson & Johnson divulga resultados positivos de medicamento contra câncer de próstata

31.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

A Johnson & Johnson informou neste domingo que um estudo de fase avançada revelou benefícios do uso do medicamento Erleada (apalutamida) em pacientes com câncer de próstata. Segundo a empresa, a droga, administrada em combinação com terapia bloqueadora hormonal, aumentou as chances de remover o tumor e reduziu o risco de progressão ou morte pela doença.

O protocolo do estudo incluiu a aplicação de apalutamida por seis meses antes e seis meses após a cirurgia de próstata. De acordo com o comunicado, os pacientes tratados com essa estratégia apresentaram probabilidade nove vezes maior de ter pouco ou nenhum câncer residual na próstata no momento da cirurgia, em comparação ao grupo controle.

Além disso, o ensaio mostrou redução de 20% no risco combinado de desenvolvimento de metástase ou morte. A empresa também informou que o tempo até a necessidade de terapia subsequente foi estendido para mais de seis anos para os pacientes que receberam Erleada.

Apalutamida atua impedindo que hormônios androgênicos se liguem ao receptor de andrógenos, mecanismo que pode retardar a progressão do câncer de próstata. Atualmente, o medicamento está aprovado para formas avançadas da doença, incluindo casos metastáticos sensíveis à castração e formas não metastáticas resistentes à castração.

Mary-Ellen Taplin, oncologista médica do Dana-Farber Cancer Institute e da Harvard Medical School e pesquisadora principal do estudo, destacou que melhorar os regimes iniciais de tratamento para pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco sempre foi uma necessidade não atendida, especialmente para reduzir recidiva e mortalidade.

Nos Estados Unidos, são diagnosticadas cerca de 330 mil pessoas com câncer de próstata a cada ano, e até 40% desses casos são classificados como de alto risco. Apesar dos avanços terapêuticos, a recorrência permanece significativa entre pacientes com doença localizada de alto risco: até 50% podem apresentar recidiva nos cinco anos seguintes à cirurgia.

Imagem: Imagem Divulgação

A Johnson & Johnson ressaltou que a estimativa é de mais de 36.000 mortes por câncer de próstata em 2026, número que reforça a importância de escolher tratamentos iniciais mais eficazes para reduzir a progressão da doença e o risco de óbito.

O estudo, divulgado pela farmacêutica neste domingo, aponta um potencial benefício da adição de apalutamida ao tratamento perioperatório em pacientes de alto risco, com impacto na resposta patológica, na sobrevida livre de metástase e no tempo até a próxima terapia.

Com informações de Infomoney

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