Ibovespa sobe mais de 1% apesar de anúncio de nova tarifa dos EUA
HORÁRIO: 17h03 (Brasília UTC-3)
O Ibovespa encerrou esta terça-feira (02) em alta de 1,16%, aos 174.197,10 pontos, influenciado principalmente pela valorização das ações da Vale e por um ambiente externo mais favorável a ativos de risco, mesmo após a divulgação de um novo pacote de tarifas proposto pelos EUA.
O índice registrou máxima intradiária de 174.894,05 pontos e mínima de 172.198,54 pontos, com volume financeiro de R$22,65 bilhões no pregão. A alta da Vale ON, que subiu 4,04%, foi o principal motor do dia, acompanhada por ganhos em outras empresas do setor de mineração e siderurgia.
Investidores reagiram também à conclusão de investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. O Escritório de Comércio norte-americano (USTR) propôs uma tarifa punitiva de 25% sobre diversos produtos brasileiros, movimento que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou como político, por não levar em conta negociações em andamento e esclarecimentos apresentados pelo Brasil.
Segundo o estrategista Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, apesar do susto inicial provocado pelo anúncio de Donald Trump, o mercado avaliou que o impacto das tarifas seria restrito, o que ajudou a sustentar a alta do índice.
Destaques
Além da Vale, as mineradoras e siderúrgicas deram salto no pregão: CSN ON avançou 8,85%, CSN Mineração ON subiu 5,29%, Usiminas PNA teve alta de 8,57% e Gerdau PN valorizou-se 6,53%. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhou 0,51%, Bradesco PN subiu 1,52%, Santander Brasil Unit registrou alta de 0,55% e BTG Pactual Unit cresceu 0,95%; Banco do Brasil ON recuou 0,37%.
Petrobras registrou queda, com PETROBRAS PN cedendo 0,53% e PETROBRAS ON recuando 0,62%, em um dia marcado por volatilidade nos preços do petróleo no mercado internacional.
A MRV&CO ON avançou 3,67% depois de divulgar dados preliminares: a divisão MRV Incorporação produziu 3.665 unidades em maio, contra 3.563 unidades em abril, e repassou 3.408 unidades em maio, ante 3.529 em abril.
As ações do Nubank, listadas em Nova York, caíram 8,16% após a nomeação de Rob Livingston como novo diretor financeiro, substituindo Guilherme Lago, que ocupava o cargo desde 2021. O Bank of America rebaixou a recomendação para “underperform”, citando que a saída de Lago foi inesperada e aumenta a incerteza devido ao momento da mudança.
Imagem: Imagem Divulgação
Petróleo
Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta: o Brent subiu US$1,02, ou 1,1%, para US$96 por barril, e o WTI avançou US$1,60, ou 1,7%, para US$93,76 por barril — ambos com os maiores fechamentos desde 26 de maio. O movimento veio em meio a notícias de que o Irã analisa uma proposta dos EUA para interromper o conflito, enquanto o Estreito de Ormuz segue com restrições ao tráfego marítimo, afetando cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e GNL desde o início das hostilidades.
Dólar
O dólar à vista encerrou em leve baixa frente ao real, cotado a R$5,0098, queda de 0,24% no dia, acumulando perda de 8,73% no ano. Às 17h03, o dólar futuro para julho, o contrato mais líquido na B3, caía 0,43%, a R$5,0410.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$5,0003 (-0,43%) às 9h35 e R$5,0245 (+0,06%) às 14h26, fechando próxima dos R$5,01. O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, comentou que o câmbio no Brasil acompanha a fraqueza do dólar no exterior, enquanto o mercado aguarda desfecho nas negociações entre EUA e Irã.
O anúncio de nova tarifa comercial dos EUA sobre produtos brasileiros também esteve no radar dos operadores, mas não chegou a embalar as cotações durante a sessão.
Com informações de Forbes