Empreendedorismo

IA física passa a ser aposta da indústria para cortar custos e aumentar eficiência

01.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Ferramentas de teste, modelagem e agentes baseados em inteligência artificial têm aproximado o setor industrial das aplicações práticas da tecnologia com foco em eficiência e redução de custos. Batizada de “IA física”, a abordagem já está em uso em projetos nos setores automotivo e aeroespacial.

Durante o evento Realize LIVE, em Detroit, nesta segunda-feira (1), o vice-presidente sênior da Siemens, Yeshwant Mummaneni, afirmou que a IA física é “a principal aplicação de IA na engenharia disponível no mundo hoje” e destacou que a tecnologia converte cargas de trabalho que antes tomavam semanas ou horas em segundos.

A IA física aproveita grandes volumes de dados gerados por modelos de inteligência artificial para permitir que sistemas compreendam, raciocinem e atuem com base no comportamento de objetos no mundo real. Na prática, programas desse tipo conseguem prever como um produto, como um automóvel, se comportará em situações reais.

A Siemens tem investido nessa vertical de software industrial. Em demonstração do Simcenter PhysicsAI, a empresa exibiu como a fabricante de componentes automotivos Magna utilizou a solução para acelerar o desenvolvimento de projetos. Em testes de colisão entre veículos, uma análise que antes levava 14 horas passou a ser executada em 10 segundos — um ganho de aproximadamente 5 mil vezes, segundo Mummaneni.

O vice-presidente global de startups e venture capital da AWS, Jason Bennett, afirmou em conversa recente com jornalistas no Brasil que a empresa tem observado com atenção oportunidades de parcerias em IA física e robótica ao redor do mundo, conforme já reportado pelo InfoMoney.

Além da aceleração de testes e modelagens, a Siemens prevê que a IA física também pode reduzir os custos relacionados à computação em engenharia (CAE). Em um projeto não divulgado do setor aeroespacial, o uso de um preditor de simulação com base em IA teria cortado o CAE em 60%.

Imagem: Imagem Divulgação

Outro exemplo citado pela empresa é a ferramenta HEEDS, que avalia múltiplas interações de objetos com o ambiente — como uma aeronave em voo — a partir de objetivos definidos pelos engenheiros. Segundo Jean-Claude Ercolanelli, vice-presidente sênior da Siemens, o HEEDS atua como um multiplicador da criatividade na engenharia ao explorar automaticamente diversas alternativas.

O jornalista viajou a convite da Siemens

Com informações de Infomoney

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