Tecnologia

Guerra entre Irã e EUA pressiona cadeia global de chips e ameaça suprimento para IA

21.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla
Macro Shot of Silicon Wafer During Production at Advanced Semiconductor Foundry, that produces Microchips

A escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos já gera impactos diretos na indústria global de semicondutores, setor que vive forte demanda impulsionada por aplicações de inteligência artificial (IA). Fabricantes e fornecedores alertam para custos mais altos, gargalos logísticos e risco de falta de insumos essenciais para manter o ritmo de produção de hardware voltado à IA.

Empresas do setor, entre elas TSMC, Foxconn e Infineon, apontaram em resultados financeiros recentes que as operações e as margens têm sido afetadas pelo conflito no Oriente Médio, segundo reportagens da CNBC. Fornecedores também relatam necessidade de redirecionar remessas e perdas nas vendas trimestrais.

Principais efeitos imediatos

O aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional. Analistas afirmam que as cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para a fabricação de chips enfrentam dificuldades crescentes e que o quadro pode se agravar nos próximos meses.

Para quem tem pressa:

  • Aumento nos custos de energia e logística internacional;
  • Risco de escassez de hélio e outros materiais críticos;
  • Necessidade de criar estoques de segurança;
  • Pressão sobre margens de lucro das fabricantes;
  • Impacto potencial sobre data centers de IA.

Hélio e outros insumos em risco

O hélio está entre os materiais mais críticos para a produção de semicondutores, usado em várias etapas da fabricação de chips e vinculado à indústria de gás natural. Ataques iranianos reduziram a capacidade de exportação do Catar, que, segundo dados da S&P Global, respondeu por mais de 30% da oferta mundial de hélio em 2025. Além do hélio, empresas relataram dificuldades com fornecimento de alumínio, bromo e outros insumos.

Em março, compradores europeus de chips precisaram recorrer a estoques de emergência após interrupções no transporte aéreo. Francisco Jeronimo, analista da IDC, destacou que preços de gás, energia e frete seguem em patamares historicamente elevados e devem continuar pressionados mesmo se a tensão diminuir.

Imagem: Imagem Divulgação

Planos de diversificação

Apesar dos riscos, investidores mantêm apostas no setor de IA: o índice PHLX Semiconductor, da Nasdaq, acumulou valorização nos últimos meses, sustentado pela demanda por chips para inteligência artificial. Analistas avaliam que empresas com estoques robustos, fornecedores diversificados e maior poder de precificação tendem a sofrer menos em 2026, enquanto concorrentes menores podem enfrentar pressões mais severas.

Com informações de Olhardigital

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