Policial de Derbyshire é investigado por suposto uso de IA para forjar provas
Um agente da polícia do condado de Derbyshire, no Reino Unido, está sob investigação criminal acusado de empregar sistemas de inteligência artificial para confeccionar provas apresentadas em diferentes processos judiciais. A informação foi divulgada recentemente pelo jornal The Guardian.
A corporação local confirmou que abriu inquérito após suspeitas de que o policial teria usado ferramentas automatizadas na produção de material probatório em múltiplos casos. Em razão das apurações, o servidor foi afastado de suas funções operacionais enquanto as investigações estão em estágio inicial.
A apuração é conduzida em articulação com o Crown Prosecution Service, órgão responsável pela persecução penal no Reino Unido. Segundo a força policial de Derbyshire, não houve prisões relacionadas ao caso até o momento e a identidade do agente, assim como a descrição precisa das condutas supostamente praticadas, não foram tornadas públicas.
Desdobramentos e contexto
O episódio ocorre em um contexto de alertas sobre o emprego de inteligência artificial em procedimentos judiciais. O responsável pelo centro de IA do National Police Chiefs’ Council afirmou que algumas forças foram instruídas a suspender o uso de sistemas automatizados na redação de declarações e outros documentos destinados a tribunais, diante de dúvidas sobre a confiabilidade dessas ferramentas.
Paralelamente, a Polícia Metropolitana de Londres investiga o uso de tecnologias baseadas em dados para monitoramento de seus próprios servidores. Autoridades informaram que esse tipo de sistema teria sido empregado para identificar supostas irregularidades funcionais, resultando em detenções de agentes por suspeitas que incluem abuso de autoridade e fraude.
Imagem: Imagem Divulgação
A reportagem do The Guardian não detalhou em quais crimes o policial de Derbyshire teria inserido evidências forjadas, nem especificou qual plataforma de inteligência artificial teria sido utilizada na suposta fabricação dos materiais.
As autoridades locais declararam que as investigações prosseguem e que o procedimento busca determinar eventuais impactos nos processos judiciais já em andamento, além de apurar responsabilidades administrativas e penais do servidor afastado.
Com informações de Olhardigital