Tecnologia

Google oferece pagamento a desenvolvedores da Play Store para acessar código de apps e treinar IA

04.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Como funciona a iniciativa

De acordo com e-mails enviados a um grupo seleto de criadores da Play Store, a companhia convidou participantes para um “projeto piloto de oferta de conteúdo” que prevê remuneração em troca do acesso às bases de código. A proposta busca gerar receita adicional para os desenvolvedores que aceitarem participar.

O Google pretende utilizar códigos reais para aprimorar suas ferramentas de desenvolvimento e produtos de IA. O material oferecido ao programa vai desde aplicativos em operação até protótipos e projetos abandonados. Entre os termos apresentados aos desenvolvedores estão o pagamento pelo acesso ao código, a inclusão de projetos antigos, o uso do código no treinamento de ferramentas de IA, a manutenção dos direitos de propriedade pelos autores e contratos em caráter não exclusivo, permitindo usos adicionais do código pelos próprios desenvolvedores.

Embora os e-mails nem sempre citem explicitamente “inteligência artificial”, os links contidos nas mensagens direcionam para páginas que indicam o foco em melhorar produtos de IA do Google.

Contexto e reações

O movimento ocorre em meio à concorrência entre grandes empresas por avanços na geração automática de código, onde nomes como Microsoft, com o Copilot, e Anthropic, com o Claude, já atuam com força. A reportagem sugere também que a busca por esse tipo de dado pode indicar dificuldade do Google em localizar, na web aberta, volume e qualidade suficientes de exemplos para treinar seus modelos.

A companhia já firmou acordos semelhantes anteriormente, como o contrato de US$ 60 milhões (cerca de R$ 300 milhões) com o Reddit para acessar conteúdos da plataforma.

Imagem: Imagem Divulgação

Desenvolvedores consultados afirmam que o programa é apresentado como confidencial e voluntário, mas relatam que alguns termos não são totalmente claros. Em resposta, o Google disse que a iniciativa visa “ajudar a aprimorar ferramentas e produtos”, ressaltando que o código compartilhado permanece propriedade dos desenvolvedores.

Com informações de Olhardigital

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