Empreendedorismo

Forbes divulga ranking com as 100 maiores empresas familiares dos EUA, lideradas por Walmart e Cargill

13.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

A Forbes publicou a primeira lista com as 100 maiores empresas familiares dos Estados Unidos, destacando companhias como Walmart, Cargill, Wegmans e Wawa. Em um artigo divulgado pela revista nesta quarta-feira, Byron Trott, chairman e co-CEO do banco BDT & MSD Partners, ressalta que empresas controladas por famílias apresentam modelos baseados em longevidade, responsabilidade e impacto local, complementando debates atuais sobre velocidade e disrupção nos negócios.

A pesquisa aponta que, sob a chamada “definição intermediária” adotada por quatro acadêmicos citados pela revista, empresas familiares respondem por 25% do total de empresas nos EUA, empregam 23% da força de trabalho americana e contribuem com 23% do PIB do setor privado.

Quem são e onde atuam

O grupo listado pela Forbes inclui redes de supermercados como Wegmans, redes de hotéis como Hyatt, veículos de imprensa como The Wall Street Journal e marcas de cosméticos como Estée Lauder. Entre os produtos fabricados por essas empresas estão M&Ms, frango Perdue e concreto Quikrete. As 100 companhias estão espalhadas por 31 estados, do Arizona até Wisconsin e Carolina do Norte.

Do ponto de vista de geração, muitas dessas empresas já passaram por sucessões familiares. A Enterprise Mobility, por exemplo, é comandada por Chrissy Taylor, neta do fundador Jack Taylor (falecido em 2016); o ex-CEO Andy Taylor disse à Forbes em 2024 que considera privilégio manter uma empresa familiar fechada e que a sucessão exige aprendizado a partir de casos mal-sucedidos.

Tamanho, controle e exemplos

Das 100 empresas do ranking, 67 permanecem privadas e 33 têm ações negociadas em bolsa. A maior privada em receita é a Cargill, com faturamento de US$ 154 bilhões, controlada em 88% por descendentes do fundador William Wallace Cargill. Entre as de capital aberto, o Walmart lidera em vendas com US$ 713 bilhões; os herdeiros de Sam Walton mantêm cerca de 44% de controle e a empresa atingiu em fevereiro o marco de US$ 1 trilhão em valor de mercado, sendo a primeira varejista física a alcançar esse patamar.

A mais antiga da lista é a Levi Strauss & Co., com 174 anos, cuja família Haas detém 54% da companhia; a mais jovem é a rede Sonic Automotive, fundada em 1997, ainda com 44% sob o controle dos descendentes de O. Bruton Smith, incluindo David Bruton Smith como chairman e CEO.

Imagem: Imagem Divulgação

Metodologia e critérios

Para elaborar o ranking, a Forbes consultou pelo menos cinco especialistas, incluindo professores de Babson, Northwestern e Universidade da Carolina do Norte em Charlotte. A revista excluiu empresas com fundadores vivos, salvo exceções como quando o fundador cofundou com um pai já falecido, citando o caso dos irmãos Reyes, da Reyes Holdings. Também houve exceções quando a segunda geração já ocupa cargos de chairman ou CEO, como Lachlan Murdoch na Fox Corp.

Quase todas as privadas da lista têm mais de 50% de controle familiar; foram incluídas exceções como Fidelity e Publix, nas quais herdeiros detêm ao menos 20% e exercem funções executivas ou assentos no conselho. Para companhias abertas, a Forbes adotou como critério mínimo 10% de participação econômica familiar combinado com presença no conselho ou em cargos executivos. Foram incluídas ainda empresas como Ford e Comcast, onde as famílias detêm menos de 10% do capital, mas mantêm controle significativo por meio de ações com direito a votos diferenciados e presidência do conselho.

As informações sobre empresas listadas em bolsa foram obtidas em documentos regulatórios. Muitas privadas forneceram dados sobre receita e estrutura societária; quando esses números não foram divulgados, a revista utilizou estimativas baseadas em apurações próprias.

Com informações de Forbes

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