EUA e Irã trocam ataques aéreos e negociações sobre cessar-fogo avançam, dizem fontes
Os Estados Unidos e o Irã realizaram ataques aéreos nesta quinta-feira, 11 de junho, enquanto negociações indiretas sobre um acordo preliminar avançavam, segundo fontes iranianas e uma autoridade europeia. O presidente Donald Trump voltou a ameaçar a retomada de bombardeios intensos caso Teerã não aceite imediatamente um pacto de paz.
Autoridades iranianas relataram progresso nas conversas, enquanto representantes dos EUA não comentaram publicamente o estágio mais recente das negociações. Segundo relato a repórteres, Trump disse a Trey Yingst, da Fox News, que as operações militares norte-americanas cessariam em breve, mas que seriam retomadas com força caso os líderes iranianos não assinassem o acordo imediatamente, declaração publicada por Yingst no X.
Escalada e ataques de retaliação
O conflito, que já deixou milhares de mortos principalmente no Irã e no Líbano, intensificou-se mesmo após um frágil cessar-fogo fechado no início de abril. As hostilidades aumentaram ao longo da semana com ataques de represália em território iraniano e contra bases americanas na região, depois da queda, na segunda-feira, de um helicóptero Apache norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz.
O Comando das Forças Armadas dos EUA informou que seus ataques recentes atingiram capacidades de vigilância, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea em todo o Irã, em resposta ao que classificou como “agressão injustificada e contínua” por parte de Teerã. O Comando Central (CENTCOM) disse que as ações terminaram cerca de quatro horas após o início, pouco depois da meia-noite em Teerã.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado contra-ataques contra 18 alvos militares norte-americanos em bases no Kuwait e no Barein, além de disparos contra a Quinta Frota dos EUA no Barein. O grupo também relatou ter atacado na segunda noite consecutiva a base aérea al-Azraq, na Jordânia, com 12 mísseis balísticos.
Autoridades do Barein informaram que uma menina de 11 anos sofreu ferimentos leves e residências foram danificadas em Hamad e Manama por destroços de drones iranianos interceptados. O Kuwait chegou a fechar temporariamente seu espaço aéreo em resposta a um ataque iraniano.
Fundos iranianos e condições do acordo
Trump condiciona qualquer acordo ao fim das restrições iranianas à navegação pelo Estreito de Ormuz e à garantia de que o Irã não desenvolverá arma nuclear — ambição que o país nega.
Imagem: Imagem Divulgação
A confrontação tornou-se um problema político para a Casa Branca, com pesquisas apontando queda na aprovação do presidente amid os altos preços dos combustíveis. Alguns parlamentares republicanos temem perdas eleitorais nas eleições de meio de mandato em novembro devido à impopularidade da guerra.
Estado no Estreito de Ormuz e incidentes marítimos
O alto comando militar iraniano avisou que abriria fogo contra embarcações que tentassem atravessar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para petróleo e gás natural liquefeito. Mídia iraniana disse que dois navios dos EUA foram alvos; o CENTCOM negou que o estreito esteja fechado ou que embarcações americanas tenham sido atingidas, afirmando que navios comerciais seguem transitando.
Os EUA mantêm um bloqueio a portos iranianos e informaram na quarta-feira ter disparado contra um barco no Golfo de Omã que não obedeceu ordens e transportava petróleo iraniano. Autoridades indianas confirmaram a morte de três marinheiros indianos durante uma operação militar dos EUA para interceptar um petroleiro ao largo de Omã, parte do bloqueio americano; em outro incidente, a embaixada da Índia em Omã relatou um episódio separado envolvendo um petroleiro, mas a marinha indiana disse que todos os indianos a bordo estavam seguros.
Agências iranianas noticiaram explosões em cidades como Sirik, Kargan, Bandar Abbas, Minab, Karaj e Varamin. As autoridades informaram que cinco pessoas ficaram feridas nessas ocorrências.
Com informações de Forbes