Em clima de festival, Nitro Point lota o Autódromo de Interlagos

Comportamento 3 semanas atrás

Todas as fotos por: Jeferson Delgado

Um dos maiores eventos de funk do país, a Nitro Point fez história mais uma vez. Além de ser conhecida por unir fãs de sons automotivos, o evento é conhecido por unir a massa funkeira de diversas regiões, que se estende pro interior e a litoral de São Paulo. No último domingo (5/5) rolou mais uma edição, dessa vez no Autódromo de Interlagos, local onde acontecem diversos festivais e eventos, e dessa vez o funk tomou conta do espaço e o Portal KondZilla esteve presente e trouxe tudo que rolou de melhor.

A Nitro Point já passou da edição de número 165 e depois de ser feita em diversos locais como Mauá e São Bernardo do Campo, o evento foi feito desta vez em Interlagos, no Autódromo, no distrito de Cidade Dutra.

Esse bonde veio preparado, com muita bebida, cooler e isopor

Na entrada do evento já era possível ver uma galera carregando coolers e sacolas com bebidas geladas. O calor estava daquele jeito que nós paulistanos conhecemos. A entrada com bebidas no local é permitida, mas também é possível comprar em pontos específicos lá dentro.

A Nitro Point foi criada para unir fãs de som automobilístico em lugares específicos onde rola soltar o grave até bater na alma sem ter problemas com as autoridades. Quando o assunto é cuidado com o paredão, a galera se dedica integralmente para cuidar de cada detalhe, desde a cor até o principal: a potência. Apesar de ficar próximos uns aos outros, o som não chega a interferir na música do outro. A organização do evento teve uma ideia de como organizar um som próximo ao outro para os mesmo se abafarem (confuso né, mas funcionou), fazendo assim o som não atrapalhava os moradores em volta do Autódromo. Nesta edição consegui ver alguns carros tunados também, no melhor estilo rebaixado e com roda cromada.

As MCs Juuh e May estiveram presente no evento

 

Os bondes são outro o sucesso da Nitro Point, e este é o melhor momento da galera mostrar o melhor look, o melhor boot, a lupa mais foda, o melhor acessório. As meninas vão sempre de short, que além de ser uma peça fundamental no funk, no calor que estava fazendo era mais que fundamental. A rapaziada gosta de ostentar as melhores camisetas, ou em alguns casos, vai sem camiseta mesmo, só colete da Oakley mesmo como na foto acima.

Outro destaque são as umbrellas, que traduzindo rapidamente, guarda-chuvas. O acessório é um dos mais visto na Nitro Point, e antes que você comece a se perguntar “por que essa galera leva guarda chuva pro baile?” já recomendo ler a nossa matéria sobre o assunto, e em poucas palavras vou te responder, a galera leva como símbolo de ostentação e em segundo lugar para fazer vento, acredite pelo balançar do guarda chuva, a parada faz vento mesmo.

Os principais paredões do evento são extremamente gigantescos e ficam em uma área reservada. Para ficar próximos a eles, algumas pessoas levam protetores de ouvidos, uma forma inteligente e consciente de curtir o baile e não ter um problema auditivo futuramente. Teve um ali que aproveitou o paredão para tirar um cochilo.

 

A tarde foi caindo, o sol dando aquela sumida mas a galera não parava de embrazar. Um dos maiores paredões foi embora, mas alguns carros menores soltaram o som automotivo e deram mais alguns minutos de felicidade pra galera, quem teve pique embrazou e cerca de 17h grande parte da galera começou a ir embora.

A Nitro Point ser realizada no Autódromo de Interlagos foi um passo importante para todos frequentadores de baile funk de rua. Há exatamente 1 mês, um dos maiores festivais do país era feito no mesmo lugar com ingressos a R$800 reais, enquanto o ingresso da Nitro Point custa R$25 e você podia levar seu goró, churrasqueira, sua carne e tirar um lazer da melhor forma. O funk sempre foi acessível para todas as raças, classes e gêneros, mas apesar de ser democrático, o funk ainda sofre bastante preconceito.

Trocando um papo com um dos organizadores, e ele me disse que “fazer o evento nesse espaço foi uma conquista, mas rolou muita dor de cabeça e burocracia por parte da organização do local, a esperança e ter outras edições no mesmo local, mas vai depender dos superiores e da galera que aluga o espaço”. Será que vão olhar para o evento com maldade no olhar ou como um símbolo de resistência cultural que segue ganhando forças? Seja com Kevin o Chris cantando com Post Malone, “Bum Bum Tam Tam” alcançando 1 bilhão de visualizações ou com artistas demonstrando apoio a Rennan da Penha.

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