Empreendedorismo

Conheça com sócio chinês, patria levanta r$ 1,2 bilhão para operadora de rodovias em sp

27.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

China faz aporte de R$ 1,19 bilhão em concessão de rodovias de SP controlada pelo Pátria

Fundo ligado à Nova Rota da Seda entra como investidor único em estrutura que amplia caixa da Eixo SP; participação indireta fica em torno de 10%

Um investimento de R$ 1,19 bilhão, canalizado por um veículo estrangeiro, acaba de injetar recursos na concessionária paulista Eixo SP. O aporte foi formalizado em documento na Comissão de Valores Mobiliários e tem como origem um fundo soberano chinês criado para projetos da chamada Nova Rota da Seda.

Como o dinheiro chegou até a Eixo SP

A entrada não foi direta: o capital saiu de um fundo offshore e desembarcou em um fundo brasileiro criado especificamente para o negócio. Esse fundo local, por sua vez, é o cotista que recebeu o aporte e que se conecta à estrutura de controle já existente da Eixo SP.

Na prática, o único investidor desta rodada foi o Silk Road Fund, que entrou como cotista do veículo estrangeiro. O desenho mantém intacta a cadeia de controle entre o fundo do Pátria e a concessionária.

Quem já controla a Eixo SP

A Eixo SP nasceu em 2020, quando o Pátria e o fundo soberano de Singapura, GIC, pagaram cerca de R$ 1,1 bilhão pela concessão do Lote Piracicaba–Panorama. Hoje, a posição majoritária está atrelada a um fundo do Pátria com patrimônio volumoso, enquanto o GIC mantém participação minoritária via veículo próprio.

Com a nova injeção de capital, o Silk Road Fund passa a deter uma fatia indireta no conjunto, estimada — segundo cálculo de ordem de grandeza — em torno de 10% da Eixo SP.

Rota, escala e prazo da concessão

O lote cedido engloba 1.273 quilômetros e 12 trechos rodoviários que cortam 62 municípios paulistas, do interior central até a divisa com Mato Grosso do Sul. Entre os principais corredores estão a SP-310 e a SP-225, além de trechos das SP-294, SP-284 e SP-425.

O contrato possui duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos ao longo do período. A operação operacionalizou-se já em 2020 e teve apoio financeiro do BNDES em 2021, com um pacote de aproximadamente R$ 3 bilhões voltado para os primeiros anos de obras.

Imagem: Imagem Divulgação

Por que o aporte importa agora

A concessionária precisa de fluxo de caixa consistente para tocar o amplo cronograma de intervenções. Mesmo com financiamentos e receitas crescentes nos últimos anos, projetos de infraestrutura rodoviária exigem aportes contínuos para manter prazos e escala.

Em 2025, a Eixo SP registrou faturamento bruto relevante, o que mostra operação em crescimento — mas a magnitude das obras torna a atração de parceiros financeiros uma necessidade recorrente.

Movimentação chinesa no Brasil

Além deste investimento na Eixo SP, o mesmo fundo ligado à Nova Rota da Seda realizou operação recente para adquirir participação minoritária em outra empresa de infraestrutura energética no país. É o primeiro registro público do fundo chinês em ativos de infraestrutura brasileiros em escala divulgada.

O registro junto às autoridades

O negócio passou por aprovações regulatórias e foi comunicado aos órgãos competentes. Determinados detalhes, como a porcentagem exata da participação indireta adquirida, constam em documentos sigilosos, mas o montante aplicado e o desenho societário deixam claro o alcance da operação.

Fechamento

O aporte chinês chega como combustível para um dos maiores pacotes rodoviários em operação no país. Mais que capital, a movimentação reforça a presença internacional em projetos de infraestrutura brasileiros — e garante à Eixo SP recursos para seguir com um plano de obras que se estende por décadas.

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