Empreendedorismo

CEO do WhatsApp classifica IA como salto civilizatório durante o São Paulo Innovation Week

15.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Guilherme Horn, CEO do WhatsApp para Brasil, Índia e Indonésia e autor do livro O mindset da IA: ela pensa, você decide, afirmou no São Paulo Innovation Week (SPIW) que a inteligência artificial (IA) representa um salto civilizatório, com impacto no comportamento humano, no trabalho, nos modelos de negócio e na geopolítica. O evento, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, está sendo realizado no Pacaembu e na Faap.

Segundo Horn, a adoção de agentes pessoais de IA será tão determinante quanto a popularização do celular. Ele afirmou que a visão tradicional de IA como mera ferramenta tecnológica é limitada e que, em pouco tempo, as pessoas serão percebidas de forma diferente conforme usem ou não um agente de IA pessoal.

O executivo da Meta, dona do WhatsApp, disse que a empresa desenvolve agentes de IA com foco em simplicidade, confiabilidade e privacidade. Embora criar esses agentes ainda não seja simples, Horn avaliou que a tecnologia tende a se tornar mais acessível e que é inevitável que “todos nós teremos nossos agentes de IA em muito pouco tempo”.

Horn destacou a diferença entre empresas que usam IA apenas como instrumento de perguntas e respostas e aquelas que aproveitam a tecnologia para redesenhar processos e redefinir o trabalho. Em sua experiência pessoal, ele relatou que um agente de IA já participa de reuniões em seu lugar, lembrando detalhes de anos anteriores e sugerindo associações que ele próprio não faria.

Visão otimista da IA

Ao comentar a resistência e o receio em torno da IA, Horn descreveu a postura negativa como um efeito coletivo do Dunning-Kruger, em que pouca familiaridade leva a conclusões precipitadas. Ele citou pesquisa mencionada no livro Entanglement, da pesquisadora Marigo Raftopoulos, feita com cerca de 600 profissionais nos Estados Unidos e na Europa, que indicou preocupações sobre integração, confiança, desempenho e implementação, e mostrou que 84% dos entrevistados temem riscos como segurança cibernética, perda de empregos e usos militares.

Apesar desses receios, Horn defendeu uma perspectiva positiva sobre ganhos científicos, aumento de produtividade, avanços na qualidade de vida e empoderamento humano — efeitos que já são visíveis em algumas empresas e comunidades. Na educação, ele vislumbra ensino personalizado em escala, com professores atuando mais como mentores; na medicina, citou progressos em diagnósticos precoces e tratamentos individualizados.

Quanto ao mercado de trabalho, Horn afirmou que a IA deve substituir funções específicas, mas também criar muitas profissões ainda desconhecidas, lembrando exemplos históricos como datilógrafos, ascensoristas e telefonistas, que desapareceram com mudanças tecnológicas.

Imagem: Imagem Divulgação

São Paulo Innovation Week

O São Paulo Innovation Week, descrito pelos organizadores como o maior festival global de tecnologia e inovação, reúne mais de 2 mil palestrantes ao longo de três dias e aborda áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia. O evento ocorre no Pacaembu e na Faap até esta sexta-feira, 15.

No fim de semana, o festival levará eventos paralelos gratuitos a quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo — Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar). A entrada será por ordem de chegada, sem necessidade de inscrição, e a programação gratuita inclui nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo.

Com informações de Infomoney

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