Empreendedorismo

Airbus pede reação de funcionários após trimestre fraco e pressiona por maior produtividade

09.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O CEO da Airbus SE, Guillaume Faury, afirmou que a fabricante precisa elevar seu desempenho no segundo semestre de 2026 depois de um início de ano fraco, segundo carta interna obtida pela Bloomberg. No documento, ele classificou como “fracos” os resultados de entregas no primeiro trimestre e os números financeiros do grupo, e pediu uma recuperação nos meses restantes.

Faury exigiu que a empresa “faça mais em menos tempo”, lance novos produtos no mercado e garanta atendimento ao cliente sem falhas. Para alcançar a meta anual, a Airbus terá de registrar seu melhor semestre já visto na segunda metade do ano, disse o executivo, lembrando que a expectativa de um 2026 difícil já existia.

No memorando, o CEO ressaltou que o ambiente de negócios não justifica reduzir ambições ou alterar a estratégia da companhia, uma vez que a demanda por seus produtos e serviços permanece forte. Em vez disso, apontou, o período é visto como oportunidade para corrigir ineficiências e melhorar a colaboração interna.

A fabricante afirmou não comentar correspondência interna. O tom de mobilização de Faury, que afirmou que “não há espaço para complacência”, indica que a companhia considera o desempenho atual crítico. Além do efeito sazonal, com entregas que costumam crescer na segunda metade do ano, a Airbus enfrenta escassez de peças e motores — em particular modelos da Pratt & Whitney, da RTX Corp. — problemas de produção e o avanço da Boeing nas encomendas.

Para tentar recuperar o ritmo, Faury listou três frentes de ação: foco nas “prioridades centrais” e abandono de iniciativas que desviem recursos; melhoria da qualidade para evitar falhas que atrasam e tornam a produção ineficiente; e aumento da presença no escritório para quatro dias por semana a partir de setembro, ante três atualmente.

Imagem: Imagem Divulgação

A Airbus manteve a meta de entregar 870 aeronaves em 2026, objetivo reafirmado em abril ao divulgar resultados. O grupo teve um começo de ano difícil, reduzindo em fevereiro o plano mensal de produção do modelo A320, subestimando a meta anual de entregas e enfrentando dificuldades para obter motores, especialmente os fabricados pela Pratt & Whitney.





O memorando também destacou “alto nível de absenteísmo observado em certos sites e equipes”, o que, segundo Faury, impõe pressão adicional sobre colegas que precisam cobrir as ausências. A Airbus tem cerca de 160 mil funcionários globalmente, com grandes operações em Toulouse (França) e Hamburgo (Alemanha) e linhas de montagem nos Estados Unidos e na China.

Com informações de Investnews

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