Empreendedorismo

10/10/2024 — Bitcoin cai abaixo de US$ 60 mil às 13h15 (Brasília UTC-3) e anula alta impulsionada por Trump

06.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Uma nova onda de liquidação no mercado de criptomoedas se estendeu nesta sexta-feira, com o bitcoin rompendo o patamar de US$ 60.000 pela primeira vez desde o final de 2024. A queda foi registrada em meio a vendas da maior detentora institucional do ativo e provocou perdas generalizadas entre tokens relevantes.

O preço do bitcoin tocou a mínima de US$ 59.840 logo após o meio-dia da sexta-feira, mas recuperou parte das perdas e superou os US$ 61.000 pouco depois das 13h15 (Brasília UTC-3). A desvalorização acumulada na última semana foi de 18% para o bitcoin.

Outras criptomoedas também registraram quedas expressivas na semana: ethereum (-21%), BNB (-10,5%), XRP (-16,8%), Solana (-21,5%), Tron (-6,5%) e o token meme Dogecoin (-17,9%).

A recente pressão vendedora foi desencadeada por um anúncio da Strategy de Saylor, que comunicou a venda de 32 bitcoins para levantar cerca de US$ 2,5 milhões — trata-se da segunda operação desse tipo e da primeira desde dezembro de 2022.

O grande número

Desde 10 de maio, aproximadamente US$ 600 bilhões foram eliminados do valor de mercado agregado do setor cripto, que recuou de um pico de US$ 2,7 trilhões para US$ 2,1 trilhões até esta sexta-feira, segundo o CoinMarketCap. O bitcoin responde por cerca de 58% do valor total do mercado de criptoativos.

O token ADA, da Cardano, despencou para seu menor patamar em seis anos após a Fundação Cardano — uma organização suíça sem fins lucrativos que acompanha o desenvolvimento da rede — cancelar seu principal evento (summit) depois de uma votação da comunidade que não alcançou o resultado esperado.

Imagem: Imagem Divulgação

Contexto importante

O rali do bitcoin no ano anterior esteve associado a uma postura pró-cripto do então candidato à presidência Donald Trump, que defendeu transformar os EUA na “capital mundial das criptomoedas”. Esse movimento de confiança impulsionou a cotação além dos US$ 100.000 pela primeira vez no início de dezembro de 2024.

Desde a máxima histórica de US$ 126.186, registrada em outubro de 2025, o bitcoin acumula queda superior a 50%. Parte da correção tem sido atribuída ao arrefecimento da demanda por ETFs de bitcoin à vista e à menor probabilidade de cortes nas taxas de juros. Entre os fatores corporativos citados durante o rali anterior estão anúncios de investimentos em cripto por empresas como o Trump Media and Technology Group, que declarou a intenção de levantar cerca de US$ 2,5 bilhões para criar uma reserva corporativa em bitcoin.

A movimentação desta sexta-feira amplia a volatilidade do mercado e reduz parte dos ganhos obtidos após o impulso político e financeiro que marcou os meses anteriores.

Com informações de Forbes

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