Empreendedorismo

Uber impõe teto mensal de US$ 1.500 por ferramenta para uso de tokens em IA após estourar orçamento

02.06.2026 | Por: Gudyê KondZilla

A Uber instituiu limites de consumo de tokens para determinadas ferramentas de inteligência artificial usadas por seus funcionários, após a empresa ultrapassar o orçamento anual dedicado a IA no início deste ano. A medida restringe o gasto mensal a US$ 1.500 por empregado para cada ferramenta de codificação agêntica.

Segundo um porta-voz da Uber ouvido pela Bloomberg News, o teto de US$ 1.500 é aplicado por ferramenta, de modo que o gasto em um software não reduz o orçamento disponível em outro. A restrição foi implementada nos últimos meses e vale especificamente para agentes de codificação, citando exemplos como Cursor e Claude Code, da Anthropic.

Cada colaborador recebeu um painel para monitorar o uso de tokens entre as diferentes ferramentas. A empresa também estabeleceu um procedimento pelo qual funcionários podem solicitar autorização para exceder o limite padrão, conforme informado pelo porta-voz, que afirmou que a iniciativa busca “encorajar de forma responsável a adoção e a experimentação com IA agêntica em escala em toda a empresa”.

Os limites chegam em um momento de adoção crescente dessas tecnologias dentro da Uber. Praveen Neppalli Naga, diretor de tecnologia, disse à revista The Information em abril que a companhia já havia consumido todo o orçamento anual destinado a IA. Além disso, o CEO Dara Khosrowshahi declarou no mês passado que cerca de 10% do código da empresa já é submetido e construído por agentes de IA, e que equipes jurídicas e de marketing também aumentaram o uso dessas ferramentas.

A febre do “tokenmaxxing”

No mês passado, a Uber informou ainda que vai reduzir o ritmo total de contratações em relação aos planos iniciais para o ano, citando os benefícios trazidos pelo uso interno de IA. Apesar do ajuste no ritmo de contratações, a companhia afirma que a adoção de ferramentas de IA vem gerando novas funções para os clientes.

Imagem: Imagem Divulgação

Andrew Macdonald, diretor de operações, comentou em podcast que é difícil quantificar imediatamente quanto da atividade nova para o consumidor decorre diretamente do uso de IA: “É muito difícil traçar uma linha entre uma dessas estatísticas e dizer ‘OK, agora estamos produzindo 25% a mais de funções úteis para o consumidor’”. Ele acrescentou que alguns indicadores apontam para um efeito muito positivo ao longo dos próximos trimestres e anos.





As mudanças de controle de uso e orçamento refletem o esforço da Uber em equilibrar a experimentação com agentes de IA e a contenção de despesas após o estouro do orçamento anual para a área.

Com informações de Investnews

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