Saúde, Beleza e Bem-Estar

13/06/1990 — Treinamento de força depois dos 70: mitos que ainda bloqueiam o acesso dos idosos à musculação

26.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Pesquisa de 13 de junho de 1990 mostrou que o treinamento de força é seguro e eficaz para idosos, inclusive para os mais frágeis, e desde então vem alterando recomendações e práticas profissionais, segundo análise publicada por Prof. Dr. Mauro Guiselini.

O estudo clássico da Dra. Maria A. Fiatarone, divulgado na edição de 13/06/1990 da revista JAMA (Journal of the American Medical Association), demonstrou que idosos muito frágeis, inclusive nonagenários, podem alcançar ganhos significativos em força, massa muscular e mobilidade por meio de treinamento de força de alta intensidade. Esse resultado ajudou a derrubar a ideia de que a perda de força na velhice seria inevitável.

O que mudou

Após a publicação, organizações de saúde passaram a considerar o treinamento de força como intervenção essencial para a população idosa, além das atividades aeróbicas. O estudo também evidenciou a relação direta entre força muscular e manutenção da independência — como caminhar, levantar-se de uma cadeira e reduzir o risco de quedas.

Força funcional e capacidades relacionadas

O conceito de força funcional, destacado por Guiselini e Guiselini (2026), refere-se à capacidade de realizar tarefas do cotidiano que exigem força e potência, sobretudo das pernas. A potência de membros inferiores é citada como crucial para a autonomia, enquanto a força do CORE contribui para postura e prevenção de dores lombares.

O treinamento de força interage com outras capacidades que compõem a aptidão funcional: estabilidade e equilíbrio, mobilidade e flexibilidade, além de resistência aeróbia e anaeróbia. Diretrizes como as do CDC incluem força, atividade aeróbica e exercícios de equilíbrio como pilares da prática semanal para adultos mais velhos.

Modalidades eficazes

Embora a musculação com máquinas e pesos livres seja a modalidade mais frequentemente citada em estudos e entre profissionais, outras abordagens também promovem ganhos de força e potência em idosos. Entre elas estão exercícios calistênicos com peso corporal, Pilates com acessórios, hidroginástica e treinamento funcional.

Imagem: Divulgação

Como vencer o medo e motivar

Para convencer idosos e familiares, especialistas recomendam enfatizar benefícios práticos em vez de estética ou performance. Mensagens que conectam o treino à vida diária — como manter autonomia, reduzir esforço ao levantar-se ou caminhar com mais segurança — tendem a ser mais eficazes.

Comunicar-se com linguagem simples e exemplos concretos ajuda na adesão. Frases do tipo “o treino de força ajuda você a continuar fazendo as coisas sozinho” ou “é o exercício que protege sua independência” aproximam o objetivo do exercício da realidade do idoso.

O assunto e as recomendações constam em coluna de Prof. Dr. Mauro Guiselini, publicada em 26/5/2026 na Fitness Brasil, que reúne evidências e orientações práticas sobre a aplicação do treinamento de força na longevidade saudável.

Com informações de Fitnessbrasil

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