Tecnologia

OpenAI propõe órgão global de governança para IA liderado pelos EUA com participação da China

14.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

A OpenAI apresentou a proposta de criar um órgão internacional de governança para a inteligência artificial, que seria comandado pelos Estados Unidos e incluiria a China entre seus membros.

A iniciativa foi exposta em Washington por Chris Lehane, vice-presidente de Assuntos Globais da empresa, poucas horas antes do encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, marcado para ocorrer em Pequim.

Modelo baseado em segurança nuclear e cooperação técnica

Lehane disse, em entrevista acompanhada pela Bloomberg, que a IA supera muitos dos problemas tradicionais relacionados ao comércio e que há espaço para construir uma estrutura global envolvendo diversos países. Ele citou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) como referência, apontando que uma organização parecida poderia estabelecer padrões de segurança e incluir a China.

A proposta prevê integrar o centro de tecnologia do governo dos EUA a institutos de segurança de outras nações, com o objetivo de criar regras comuns para o uso seguro da IA. Segundo a OpenAI, essa arquitetura internacional funcionaria como um mecanismo de verificação e padronização das tecnologias.

Além da governança multinacional, a empresa sugeriu que pesquisadores vinculados ao governo americano passem a avaliar os modelos de ponta em ambiente sigiloso antes que sejam liberados comercialmente. A medida visa testar a segurança das tecnologias mais avançadas sob supervisão rigorosa.

A recepção da ideia pela Casa Branca ainda é incerta, especialmente quanto à inclusão de Pequim nas diretrizes globais. O posicionamento proposto pela OpenAI difere da linha adotada atualmente pela administração Trump, que prepara uma ordem executiva voltada à cibersegurança em IA e privilegia a revisão voluntária dos modelos por parte das empresas.

Imagem: Imagem Divulgação

Discussões internas na Casa Branca foram influenciadas pelo alerta recente da Anthropic sobre riscos cibernéticos identificados por seu modelo Mythos, segundo o relatório citado pela empresa.

O debate sobre regulação acontece enquanto uma delegação americana, que inclui o CEO da Nvidia, Jensen Huang, está na China para tratar, além de temas comerciais como o fluxo de terras-raras e produtos agrícolas, de preocupações relacionadas à inteligência artificial, que se tornou ponto central nas conversas.

Com informações de Olhardigital

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