Rolls-Royce e Cyril Kongo transformam Cullinan Black Badge em obra de arte colecionável
A colaboração entre o artista franco-congolês Cyril Kongo e a Rolls‑Royce resultou em cinco exemplares sob medida do Black Badge Cullinan com interiores pintados à mão, elevando o SUV de luxo a peças de arte contemporânea colecionáveis.
O que foi feito
A Rolls‑Royce revelou uma série de cinco encomendas Bespoke do Cullinan Black Badge cuja cabine recebeu intervenções artísticas completas assinadas por Kongo. As peças foram desenvolvidas pelos Private Offices da marca em Seul, Nova York e Goodwood, espaços de atendimento exclusivos destinados a clientes de elevado patrimônio que buscam personalizações aprofundadas.
Quem é o artista
Mais conhecido por sua atuação na cena do grafite em Paris nos anos 1980, Cyril Kongo já colaborou com fabricantes de prestígio, como a Porsche. Para este projeto, o artista aplicou sua estética — marcada por explosões de cor, tipografia em camadas e motivos urbanos — ao interior do Cullinan, conceito que ele denominou “The Kongoverse”.
Detalhes técnicos e estéticos
Todos os cinco SUVs partilham uma base interna em preto dramático, complementada por combinações distintas de cores — Phoenix Red, Mandarin, Forge Yellow e Turchese —, com cada veículo exibindo uma composição única que percorre painel, console traseiro, mesas de piquenique e console central.
O teto, o Starlight Headliner, foi pintado à mão com elementos inspirados em astronomia e física quântica: planetas imaginários, símbolos e equações aparecem na obra, sobre a qual foram posicionadas 1.344 “estrelas” iluminadas por fibra óptica. Cada teto inclui oito estrelas cadentes, sendo que uma se estende por todo o comprimento da cabine — uma solução inédita para a marca.
No exterior, os carros recebem acabamento Blue Crystal sobre Black com uma coachline em degradê. No lado do motorista ocorre a transição Phoenix Red para Forge Yellow; no do passageiro, Mandarin para Turchese. As rodas são de 23 polegadas Part Polished Black Badge e as pinças de freio foram pintadas individualmente, cada uma com uma tonalidade da paleta interna.
Processo de produção
Meses antes do início da produção, Kongo instalou‑se na Home of Rolls‑Royce em Goodwood para trabalhar lado a lado com designers, pintores e artesãos da divisão Bespoke. Foram montados estúdios na fábrica para que o artista pudesse aplicar aerógrafo, pincel e esponja nas peças internas. Em seguida, os artesãos selaram cada componente sob dez camadas de verniz, lixaram e poliram até atingir o acabamento espelhado característico da marca.
Imagem: Divulgação
O projeto incorpora ainda o motivo “tag” característico de Kongo em elementos Bespoke, presente nas soleiras iluminadas e até nos guarda‑chuvas pretos escondidos nas portas.
“Quando vi o Black Badge Cullinan pela primeira vez, senti‑me compelido a criar minha própria interpretação do universo ao qual ele pertencia – o que chamo de ‘The Kongoverse’. É um lugar de fantasia, fórmulas matemáticas, símbolos, pirâmides, átomos e planetas imaginados. A Rolls‑Royce acolheu essas ideias e lhes deu forma – foi isso que tornou tudo especial. Foi uma conversa, usando minha linguagem visual e o modo de fazer da Rolls‑Royce, com o próprio automóvel como tela. Dar vida a isso em colaboração com os artesãos da marca foi uma experiência extraordinária”, diz Kongo.
Segundo a marca, a iniciativa reflete uma tendência do mercado de luxo em que narrativa artística e personalização ganham peso comparável ao desempenho e aos materiais, com o Black Badge servindo como plataforma para propostas mais ousadas dentro da identidade da Rolls‑Royce.
O resultado é uma série que transforma o Cullinan de SUV de alta gama em obra de arte contemporânea, unindo artesanato automotivo, design e pintura manual em um pacote Bespoke inédito para a marca.
Com informações de Forbes