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Prevenção, desemprego e futuro: brasileiro passa a visão dos EUA na pandemia

11.05.2020 | Por: Wenderson França

O mundo está vivendo dias difíceis com a pandemia do novo coronavírus e nesse momento o futuro é um ponto de interrogação na cabeça das pessoas. Será que amanhã terei o meu emprego? O que devemos fazer nesse momento? Sigo com o planejamento de antes da pandemia? Esses são apenas alguns dos questionamento feito a si mesmo pela galera. Morador dos EUA, país com mais casos de corona no mundo – são mais de 1.2 milhão de infectados e mais de 74 mil mortes – trocamos uma ideia com o Youtuber Patrick Lopes. Ele saiu de Itaquera zona leste de São Paulo para tentar a vida em outro país e vem passando suas vivências através de vlogs no YouTube.

A aproximadamente duas semanas o Estados Unidos tornou-se o epicentro da pandemia do novo coronavírus. O país chegou a registrar 2 mil mortes causadas pela doença em apenas um dia, o que deixou o mundo em um alerta geral.

O Brasil está prestes a atingir uma das fases mais difíceis da pandemia do novo coronavírus com o aumento de casos e óbitos pela doença. São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas são os estados com a maior concentração de infectados e casos fatais até o presente momento. Como já falamos, o Brasil passou de 100 mil pessoas com o novo coronavírus.

Como podemos enxergar o vírus tem impactado diretamente em nossas rotinas e com isso diversas dúvidas surgem em nossos pensamento em um momento complicado como o que estamos vivendo. Desemprego, estudos, rotina, viagens, sonhos, planejamento e até a nossa própria liberdade fica em jogo. Não tem jeito, o nosso futuro está comprometido, mas temos como fazer a nossa parte para diminuir o impacto.

Diretamente de Nova York, nos EUA, centro da pandemia no mundo, trouxemos Patrick Lopes para falar como está sendo viver na cidade mais afetada pelo vírus covid-19 e também deixar algumas dicas de como agir nos próximos meses em diversos aspectos inclusive imigração e intercâmbios.

Quer conhecer mais sobre o trabalho de Patrick? Contamos a alguns meses atrás que ele realizou o sonho de imigrar para os EUA e passa a visão em seu canal do Youtube.

Como está o clima nos EUA diante da pandemia?
O clima geral no momento é de medo. Você sai na rua aqui em Nova Iorque pelo menos, que é o centro da pandemia nos EUA, e é exceção você ver gente sem máscara ou luvas.

O medo vem de não saber quando poderemos retornar as nossas vidas “normais”. Muita gente no meu círculo social não está trabalhando. Os brasileiros/imigrantes que conheço, muitos estão em casa sem receber, já os americanos, certos postos de trabalho estão sendo cumpridas pelo “home office” e o pagamento segue normal, outros trabalhos que não podem ser feito em casa, estão afastados mas continuam recebendo. Por fora, a receita federal fez um cheque de estímulo de 1.200 dólares para ajudar os cidadãos que recebem menos de 75 mil por ano, e isso gera uma certa tranquilidade aos beneficiados.

Infelizmente os imigrantes, estudantes internacionais, legais ou ilegais [não recebem],  apenas para os que possuem um documento específico de pagamento de taxas estão podendo aplicar para receber o benefício.

Conta um pouco de como está sendo os seus dias?
Meus dias estão “normais”, eu fico geralmente em casa já pois muito do meu trabalho eu faço de home office. Consegui adaptar o meu fluxo de trabalho pra algo mais caseiro, onde eu crio o conteúdo em casa e faço a pós produção em casa. Algumas saídas como mercado, uma corrida ou caminhada na rua, eu levo minha câmera comigo e registro um pouco de como está na rua.

Estou na minha casa com minha namorada que veio ficar a quarentena comigo. Decidimos que seria melhor morar juntos do que não se ver por pelo menos 4 meses, que deve ser o tempo mínimo que vai durar o isolamento social. Ela é americana e teve a oportunidade de continuar trabalhando em casa, então o clima está muito bom aqui, quase nunca estamos no ócio, estamos sempre durante a semana ocupados com trabalho e final de semanas tiramos pra relaxar.

Você tem falado com a sua família? O que eles tem te passado de como as coisas estão aqui no Brasil?
Sempre mantive contato com a minha família, mas estamos em um contato muito mais próximo durante tudo isso que ta acontecendo. Creio que muito por meus pais estarem em casa e claro a preocupação por não estarmos perto fizeram que ficássemos muito mais conectados que o usual.

Pelo que eles me passam, a situação não tá muito legal em São Paulo, que é onde eles moram. Me contaram até de pessoas que moram na vizinhança que acabaram morrendo. Minha tia trabalha em um hospital como enfermeira na zona leste de São Paulo, então acabei ouvindo algumas notícias sobre como a situação está.

O que você tem sentido em geral estando aí nos EUA? Acha que o Brasil está ou não se preparando?
Eu estou muito preocupado mas não a ponto de me atrapalhar no dia dia. Estou tentando não pensar muito nessa loucura e me focar mais nas atividades diárias. Felizmente meu trabalho como criador de conteúdo está me permitindo continuar trabalhando e fazendo dinheiro, não como normalmente, mas não estou desamparado.

Sinceramente, eu não pesquisei o suficiente para te responder se o Brasil está preparado ou não, então não quero falar na base do achismo. O que vejo na internet e escuto por aí de outros brasileiros é que com certeza o Brasil não está preparado para o que está por vir, mas não tenho certeza disso.

As pessoas estão conseguindo se virar sem os empregos aí? (*Nota do editor: entrevista feita em 10 de abril)
Nova York entrou em “lockdown” fazem algumas semanas. Por enquanto, as pessoas que fazem parte do meu círculo e não estão trabalhando, não estão passando por situação muito ruim. Mas não sabemos até quando as pessoas vão poder segurar sem emprego.

Por experiência própria como você acha que fica o caso das pessoas que sonham em imigrar, estudar ou viajar mesmo com a pandemia?
Não estamos no momento de planejar qualquer tipo de viagem. Recebo e-mails diariamente de gente que está com o planejamento de vir daqui 3 ou 4 meses, e é complicado para essas pessoas, que muitas vezes, batalharam muito para ter esse planejamento de uma viagem internacional e ter que cancelar tudo por conta da pandemia.

Mas por mais que doa, tem que desfazer os planos e esperar a situação se desenrolar. Até porque, estamos na beira de uma crise econômica global. Então não se sabe como vai ser.

Ser imigrante não é fácil já em dias comuns, em dias de crise econômica quando os empregos são raros, é mais complicado ainda. Então talvez seja a hora de aguardar e repensar os planos.

Acompanhe Patrick Lopes nas redes Instagram // Youtube

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