Comportamento

Paredão da Gaga, o baile LGBTQIA+ do Mato Grosso do Sul

26.11.2021 | Por: Gabriela Ferreira

A cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ganhou um baile inclusivo pro público LGBTQIA+ que quer curtir um funk sem se preocupar com nada além de curtir. O Paredão da Gaga teve sua primeira edição em outubro deste ano, mas a sede dos criadores, Ana Claudia Meira e Gaga Funkeira, é de dominar o país. Pega a visão:

O Paredão da Gaga nasceu de uma vontade de poder curtir um baile sem qualquer tipo de receio. Segundo os criadores, apesar de se dominar como o “baile LGBTQIA+ que mais cresce no estado” [uma alusão ao bordão da Gaga Funkeira], o evento é aberto para todos, mas o posicionamento do evento é claro: quem quiser entrar, precisa respeitar as minas, as monas, as travas, as pretas e as indígenas. 

Ana Claudia Meira // Foto: Higor Maranho

Com a reabertura da cidade, vale lembrar que Mato Grosso do Sul foi um dos estados com a vacinação adiantada, surgiu o Paredão. “Conheço a Gaga há uns seis anos, desde que ela começou a ser drag queen. A gente se reaproximou um tempo atrás e eu falei pra gente fazer um baile funk. Aqui na cidade já tem alguns bailes, mas não tem nenhum que nosso público de repente se sinta a vontade de ir, de se vestir como quer”, diz Ana Claudia. 

A relação de ambos com o funk não é de hoje. Ana Claudia escuta funk desde pequena, por influência da mãe e pela criação em Corumbá, região fronteira com a Bolívia que é porto e tem muito carioca. “Cresci ouvindo funk, fui me afastando e me reaproximei novamente nessa época da pandemia. O funk me ajudou muito nesse momento, além de ter me reconectado com a minha essência, ajudou no meu empoderamento. Tem sido muito terapêutico pra mim, e é isso que eu espero pro nosso público, que eles se reconectem com eles mesmos e com o corpo deles num espaço pensado para eles”. 

Já Gaga Funkeira é DJ há cinco anos e sempre tocou funk. “Sou a única drag queen funkeira da minha cidade. Embora eu toque outros estilos, é no funk que sou conhecida, mesmo os produtores aqui da minha cidade me dizendo que o funk só me prejudicaria”. 

A primeira edição do baile aconteceu em outubro, recebeu por volta de 700 pessoas e fez história. “Recebo elogios até hoje. O Paredão foi uma festa diferente entre tantas que acontecem aqui”, comenta Gaga. “Tivemos certeza que estamos no caminho certo. Nossa ideia é expandir, conseguir um patrocínio para que a gente consiga fazer esse baile em outros lugares do estado e do país”, completa Ana. 


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